Autoridade eleitoral confirma vitória de Keiko Fujimori no Peru

Candidata do partido Força Popular obteve 50,135% dos votos válidos e assumirá o cargo no dia 28 de julho, data da independência do país

Redação
Publicado em 03/07/2026, às 16h39

Keiko Fujimori assegura vitória em disputa presidencial, após análise de votos contestados no Peru - Divulgação/AP


A conservadora Keiko Fujimori foi oficialmente proclamada presidente eleita do Peru, nesta sexta-feira (3), após a autoridade eleitoral do país confirmar o resultado definitivo do segundo turno da eleição presidencial.

A candidata do partido Força Popular venceu a disputa por uma margem apertada, obtendo 50,135% dos votos válidos, contra 49,865% do adversário de esquerda, Roberto Sánchez. 

A confirmação do resultado encerra um processo eleitoral marcado por contestações e recursos apresentados pela campanha de Sánchez, que alegou irregularidades na votação e buscou impedir a proclamação da adversária.



As autoridades eleitorais, no entanto, rejeitaram os questionamentos e oficializaram a vitória de Fujimori, após a conclusão da análise dos votos contestados. 

Esta será a quarta tentativa de Keiko Fujimori à Presidência e a primeira vez em que consegue vencer a disputa. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela retorna o fujimorismo ao comando do país depois de mais de duas décadas, em meio a um cenário político profundamente dividido e após anos de instabilidade institucional no Peru. 

A posse da nova presidente está prevista para 28 de julho, data em que o Peru celebra sua independência. Entre as principais promessas de campanha estão o combate ao avanço da criminalidade, o fortalecimento da economia e o estímulo aos investimentos, especialmente no setor de mineração, considerado estratégico para o país. 



Apesar da vitória, Keiko Fujimori assumirá o governo diante de desafios significativos. Além da polarização política, ela terá de negociar com um Congresso fragmentado e enfrentar a desconfiança de parte da população, que associa sua trajetória ao legado controverso de seu pai, marcado por denúncias de autoritarismo, corrupção e violações de direitos humanos. 



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