Lutador Charles do Bronx conquistou o cinturão BMF (lutador mais durão) do UFC ao derrotar Max Holloway no início do mês
Redação
Publicado em 28/04/2026, às 17h03
O lutador Charles do Bronx, natural do Guarujá, conquistou o cinturão BMF (lutador mais durão) do UFC ao derrotar Max Holloway no início do mês. Os apostadores que utilizaram o código promocional Betboom, para prever uma vitória dominante do brasileiro, acertaram em cheio. Durante os cinco rounds, ele manteve o americano sob controle, e quase duas semanas depois, a luta segue repercutindo, com comentários positivos e negativos.
Os elogios a Charles do Bronx são justamente pelo fato de ele ter conseguido se impor, sem maiores sustos, frente a um lutador casca grossa. Ao longo dos cinco rounds, ele dominou o havaiano com a luta agarrada, vencendo, por decisão unânime, por 50 a 45.
De todo modo, se a vitória acachapante gerou muitos elogios, ela também recebeu algumas críticas. O próprio chefão da organização, Dana White, mostrou sentimentos mistos em seus comentários.
Logo após a luta, o presidente do UFC ressaltou a performance dominante de Charles do Bronx. No entanto, em vídeo divulgado posteriormente nas redes sociais da organização, Dana White disse que há certas lutas que a pessoa acredita que são impossíveis de não serem boas, “mas aí veio a disputa pelo cinturão do BMF”.
A origem da “crítica” não é difícil de ser entendida. Por mais que o MMA valorize diversos aspectos da arte marcial, o público em geral gosta de ver ação, ou seja, luta em pé com trocação de golpes. Ainda mais quando o combate é válido pelo cinturão do “lutador mais durão”.
Nessas ocasiões, espera-se uma luta aberta, com trocação franca de golpes. Por isso, embora o lutador nascido no Guarujá tenha feito uma exibição exemplar, ela não ficou imune a críticas.
Charles do Bronx fez sua estreia no MMA em 2008, aos 18 anos de idade. Seu cartel soma 49 lutas, com 37 vitórias, 11 derrotas e um “No Contest”.
Ele compete pelo UFC desde 2010 e, na principal organização de MMA do mundo, já foi detentor do cinturão do peso leve. Na ocasião, em 2021, ele venceu o americano Michael Chandler para ficar com o título, que estava vago.
O brasileiro ainda defendeu seu reinado com sucesso contra Dustin Poirier, mas perdeu o cinturão na luta seguinte, contra Justin Gaethje, mesmo tendo vencido o adversário, porque não conseguiu bater o peso para a luta.
Antes de conquistar o cinturão do BMF, ele ainda fez duas lutas para tentar recuperar o trono do peso leve, mas foi derrotado por Islam Makhachev (finalização) e Ilia Topuria (nocaute).
Além de já ter conquistado dois cinturões no UFC, Charles do Bronx também é detentor de alguns recordes. Entre eles, o de bônus de “Performance da Noite”: foram 14 ao total.
Ele também é o lutador com maior número de vitórias por finalização na história do UFC (17) e na história do peso leve (6). Não bastasse isso, o guarujaense também pode se orgulhar de já ter vencido quatro ex-campeões do UFC. São eles Max Holloway (duas vezes), Justin Gaethje, Tony Ferguson e Dustin Poirier.
A história dos lutadores brasileiros no UFC é antiga. A organização, inclusive, nasceu de uma inspiração direta dos torneios de Vale Tudo que aconteciam no Brasil.
Nos primórdios do UFC, o brasileiro Royce Gracie chocou o mundo ao mostrar a eficiência do jiu jítsu perante outras artes marciais. Ele, aliás, foi o primeiro brasileiro campeão do UFC.
A organização é dividida em dois períodos, a Era dos Torneios (1993-1999) e a Era dos Cinturões (1997 em diante). Royce Gracie fez seu nome justamente na primeira era, tendo sido campeão no peso-absoluto em 1993 e duas vezes em 1994.
Além dele, o Brasil teve outros dois vencedores na época dos torneios: Marco Ruas e Vitor Belfort. Já na Era dos Cinturões, 19 lutadores brasileiros sagraram-se campeões. O país só fica atrás dos Estados Unidos, que fez, ao total, 61 campeões na segunda era e 11 na primeira.
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