Sites falsos do dinheiro esquecido fazem mais de 500 mil vítimas

Golpistas digitais desenvolveram sites falsos de consulta aos recebíveis que coleta dados de vítimas para futuros golpes. Somente três sites fraudulentos tiveram mais de um milhão de acessos, aponta consultoria de segurança digital

Da redação
Publicado em 16/02/2022, às 16h27 - Atualizado às 17h00

Imagem ilustrativa Sites falsos do dinheiro esquecido fazem mais de 500 mil vítimas Cédulas de dinheiro - Reprodução


Sites falsos criados por cibergolpistas podem ter feito mais de meio milhão de vítimas que acreditavam estar resgatando valores esquecidos em instituições financeiras. É o que aponta um levantamento da Psafe, braço de segurança digital da CyberLabs.

A aplicação legítima, lançada no final de janeiro pelo Banco Central, possibilita que pessoas físicas e jurídicas consultem se tem algum valor a ser recuperado e, caso tenham, os resgatem. Pouco após o lançamento, o serviço caiu por sobrecarga de acessos e retornou em 14 de fevereiro, no endereço valoresareceber.bcb.gov.br.

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O anúncio dos recebíveis causou frenesi entre os brasileiros. Segundo o Banco Central, a estimativa é de que 28 milhões de pessoas físicas ou jurídicas possuam, somadas, R$ 8 bilhões para receber de volta.

Após o lançamento e durante a queda, golpistas digitais desenvolveram sites falsos com supostas consultas aos recebíveis. Através do email ou redes sociais, eles contatam as vítimas em potencial que são induzidas a inserir seus dados. Os dados, por seu turno, podem ser usados em outros golpes digitais.  

De acordo com a Psafe, somente três sites fraudulentos tiveram mais de um milhão de acessos que forneceram dados sensíveis dos usuários. Como o número só leva em conta acessos com o sistema Android, o número de acessos pode ser ainda maior.



A consultoria afirma que no contato fraudulento via email ou redes sociais, as vítimas são atraídas por uma possibilidade falsa de consultar os valores que teriam a receber. Depois, surge uma opção de transferir um valor que não existe para a conta corrente.

Ludibriadas, as vítimas inserem dados como número de documentos, contas correntes e chaves pix que depois serão usados em outras fraudes. Essa modalidade de golpe, que atrai as vítimas com uma “isca”, é conhecida como pishing. 

Com informações de UOL | Abinoan Santiago



 

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