Elaborado ao longo de seis meses, documento conta com 1.289 páginas e será enviado a órgãos de investigação. Material inclui projetos para punir fake news e criar pensão para órfãos da pandemia
Da redação
Publicado em 26/10/2021, às 20h54 - Atualizado às 21h34
A CPI da Covid aprovou, na noite desta terça-feira (26), por 7 votos a 4, o texto final do relator Renan Calheiros (MDB), que sugere o indiciamento de 78 pessoas, entre os quais o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e duas empresas por crimes cometidos durante a pandemia, de acordo com a conclusão da maioria.
Contra o presidente da República há alegações que apontam o cometimento de dez crimes, entre delitos comuns e infração político-administrativa (crime de responsabilidade).
Cabe lembrar que o desfecho do processo de votação confirmou a prevalência do G7, grupo formado por sete senadores de oposição e independentes ao governo Bolsonaro. O colegiado possui 11 integrantes titulares.
Eduardo Braga (MDB-AM);
Tasso Jereissati (PSDB-CE);
Otto Alencar (PSD-BA);
Humberto Costa (PT-PE);
Randolfe Rodrigues (Rede-AP);
Omar Aziz (PSD-AM);
Renan Calheiros (MDB-AL).
Jorginho Mello (PL-SC);
Luis Carlos Heinze (PP-RS);
Eduardo Girão (Podemos-CE);
Marcos Rogério (DEM-RO).
O relatório aprovado pelos senadores tem 1.289 mil páginas e responsabiliza o presidente Jair Bolsonaro por considerar que ele cometeu pelo menos nove crimes. Em um primeiro desdobramento da CPI, senadores planejam entregar o relatório ao procurador-geral da República, Augusto Aras, já nesta quarta-feira (27).
O relatório final pode ser lido na íntegra clicando aqui.