Altos níveis de desemprego, baixa perspectiva de trabalho e insatisfação com os rumos do país estão entre os principais motivos
Da redação
Publicado em 21/06/2021, às 11h12 - Atualizado às 12h05
Um estudo recém-divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) aponta que quase metade dos jovens brasileiros, se pudesse, deixaria o país em busca de melhores oportunidades em outras paragens.
Dos cerca de 50 milhões de brasileiros na faixa etária dos 15 aos 29 anos, 47% gostaria de ir embora. Grosso modo, isso significa que, se os jovens insatisfeitos tivessem meios de realizar seu desejo, o Brasil veria uma debandada de aproximadamente 25 milhões de pessoas em idade produtiva.
Entre os principais motivos apresentados pelos jovens estão a baixa perspectiva de trabalho e de futuro, com insatisfação com os rumos que o Brasil toma.
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Os dados constam no recém-lançado Atlas das Juventudes e de novos estudos da FGV Social e foram divulgados em reportagem da Folha de São Paulo nesta segunda-feira (21).
Os números incluem o histórico de pesquisas quantitativas do IBGE (como PnadC e Pnad Covid-19), no Brasil, e números da World Gallup Poll e das Nações Unidas, que comparam vários países. Também compõe o levantamento uma pesquisa qualitativa com aproximadamente 2.600 jovens brasileiros.
Os levantamentos também apontam que a faixa dos chamados jovens nem-nem, que nem estudam nem trabalham, nunca foi tão alta. São 27,1% dos jovens nesta condição. Sete em cada dez jovens também apresentam dificuldades em encontrar trabalho.
O estudo aponta que a falta de perspectiva entre os jovens, que vinha decaindo desde 2014, se acentuou ainda mais depois da pandemia.
Mais da metade (51,9%) agora enxerga o Brasil como um país pobre, com poucas perspectivas de melhora de vida através do trabalho. Entre os jovens da América Latina, os brasileiros são os que veem menos chances de progredir trabalhando.
No período de cerca de uma década, a aprovação entre os jovens à forma como o país é governado despencou de 60,6% para 12,1%.
Com informações de Folha de São Paulo | Eduardo Cucolo