Jornalista teria posicionado apoio à Polícia Militar em resposta à companheira de trabalho Silvia Poppovic
Da Redação
Publicado em 26/09/2019, às 14h09 - Atualizado em 24/08/2020, às 06h05
O jornalista Luis Ernesto Lacombe, apresentador do programa Aqui na Band, manifestou-se em relação aos seus comentários de segunda-feira, 23, sobre o caso Ágatha. Nesta quarta-feira, 25, Lacombe se justificou devido à repercussão de uma suposta briga com a companheira de trabalho Silvia Poppovic, ao vivo.
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Na ocasião, a dupla noticiava a morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos - atingida por uma bala perdida durante um tiroteio entre a Polícia Militar e criminosos na comunidade da Fazendinha, no complexo do Alemão, no Rio de Janeiro; quando Silvia criticou a política de segurança pública carioca.
Em resposta, Lacombe disse: “Eu acho ainda um pouco precipitado dizer o que aconteceu. Ainda será feita uma perícia. Eu vejo as pessoas se voltando contra o trabalho da polícia. Eu lembro que, nos anos 80, Leonel Brizola, então governador do Rio, proibiu a polícia de subir nas comunidades. A polícia tem que tomar todo o cuidado para atuar na vida de inocentes, mas a polícia não pode deixar de atuar nessas áreas. Os traficantes estão nessas comunidades exatamente porque ali eles estão protegidos por pessoas inocentes. Então é muito complicado acusar sempre a polícia”.
Devido à polêmica gerada pela discussão no ar, Lacombe decidiu falar sobre o assunto no seu Instagram pessoal.
Uma publicação compartilhada por Luís Ernesto Lacombe Heilborn (@luis.lacombe) em 25 de Set, 2019 às 8:58 PDT
Em publicação no Instagram, o jornalista disse: "Jamais defendi e jamais defenderei uma polícia que atira a esmo, uma polícia que coloca em risco a vida de inocentes. Quem me conhece sabe o que trago no coração, sabe o que sinto, e a morte de inocentes é sempre muito doída, mais ainda a morte de uma criança de oito anos. Se for comprovada a culpa de policiais na tragédia com a menina Ágatha, eles têm que responder por isso. Os maus policiais, os policiais corruptos, esses não merecem perdão, mas as forças de segurança têm que seguir no combate ao crime, e isso deve incluir a atuação dentro das comunidades. Não podemos negar que os traficantes se utilizam da estrutura de labirinto das favelas para se esconder, esconder suas armas, suas drogas... E que eles usam, sim, a população de bem, grande maioria nas comunidades mais pobres, como escudo, como proteção. Não dá para eximir de culpa os traficantes e usuários de drogas nas mortes de inocentes. Não dá para esquecer as crianças, os adolescentes e jovens aliciados pelo tráfico. Que a polícia possa melhorar a cada dia, com mais treinamento, mais equipamento, mais inteligência... A missão de proteger os cidadãos é duríssima, o perigo é grande e constante, e ninguém está acima da lei, nem a própria polícia. O combate à violência deve ser sempre amplo, envolver muitas frentes, e não dá para esmorecer em nenhuma delas, não dá para perder a esperança".