"Se não houver resposta concreta, no dia 1º de novembro o Brasil todo ficará parado, principalmente Santos", afirma presidente de sindicato que lembra da grande greve dos caminhoneiros de 2018
Roberto Zaidan
Publicado em 19/10/2021, às 09h32 - Atualizado às 10h26
"Se não houver resposta concreta do governo em cima dos direitos dos caminhoneiros autônomos no dia 1º de novembro, o Brasil todo ficará parado, principalmente Santos", foi o que afirmou Luciano Santos, presidente do Sindicam (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira)
A fala de Luciano aconteceu no encerramento de um evento online chamado Broadcast Agro e aumentou a pressão após a declaração do "estado de greve", instituído a partir do último sábado (16), no qual representantes de classe reforçaram que uma possível paralisação ocorrerá "principalmente" em Santos.
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Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), explica que o "estado de greve significa dizer para o governo Bolsonaro que o prazo de três anos que ele teve para desenvolver e melhorar a vida do transportador autônomo não foi cumprido. Ainda serão dados mais 15 dias para que a pauta de reivindicações seja aplicada para os caminhoneiros".
Se a promessa de paralisação se concretizar, o ato previsto para 1º de novembro será o primeiro movimento conjunto das entidades que representam os caminhoneiros desde a grande greve de 2018, que paralisou o Brasil e provocou o desabastecimento em diversas regiões.
Caso o Porto de Santos, responsável por mais de 30% das exportações nacionais, seja afetado como prometido, a tão esperada retomada econômica pode ser duramente afetada.
Litti afirma que é crescente o descontentamento com o Governo Federal e que a solução para evitar esta paralisação está nas mãos do governo Bolsonaro. "Tem de haver resposta concreta para o caminhoneiro. A resposta está na mão do governo". Ele completa dizendo que "a categoria passa por momento de dificuldade nunca visto como em três anos de desgoverno Bolsonaro. É esse chamamento que tem respaldo de 1 milhão de trabalhadores e da sociedade que virá conosco".