Diversão com responsabilidade

Costa Norte
Publicado em 28/02/2014, às 11h16 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h28



Por Claudio Murta Época de carnaval combina com alegria, festa e muita “curtição”. Quando tudo isso é realizado com responsabilidade, a festa fica completa. Entretanto, o abuso do álcool e a falta de alguns cuidados importantes podem trazer sérios danos à saúde. As consequências são os acidentes de trânsito e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), que explodem nesta época. Tais doenças são um problema de saúde pública. Elas são causadas por diferentes micro-organismos transmitidos pelo contato sexual desprotegido com um indivíduo infectado. Outra forma de transmissão está no compartilhamento de agulhas e seringas por usuários de drogas. Desde a década de 1980, a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), ou vírus da AIDS, deixou o mundo em alerta para a epidemia desta doença incurável. No Brasil, em 2013, as estimativas de infecções por transmissão sexual foram de 930 mil casos de sífilis; 1,5 milhão de casos de gonorreia; 1,9 milhão de casos de clamídia; 640 mil casos de herpes genital; e 685 mil casos de condiloma acuminado. Já os registros de HIV chegaram a quase 40 mil notificações de casos novos. As DSTs não escolhem faixa etária, condições socioeconômicas ou educacionais. Atualmente, o HPV e a sífilis estão entre as DSTs mais comuns atendidas nos consultórios médicos. O HPV é um vírus que causa verruga nos órgãos genitais, e pode provocar o câncer de colo de útero nas mulheres. Porém, é preciso ficar atento também às uretrites, cujos principais sintomas são a dor ao urinar e a secreção pelo canal uretral, causadas principalmente por gonorreia e clamídia. Neste Carnaval, vamos aproveitar as festas e quebrar a cadeia de transmissão das DSTs. Tais doenças podem ser evitadas com uso do preservativo em todo ato sexual. O preservativo forma uma barreira que impede a transmissão e quebra esse ciclo vicioso. Apesar de simples e barato, o preservativo encontra diversas barreiras infundadas e só tem um motivo para não ser usado: a desinformação. Claudio Murta é urologista e coordenador do Centro de Referência da Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde, administrado em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM)