Audiência discute hospedagem em navios para a Copa

Costa Norte
Publicado em 29/06/2012, às 19h04 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h03

- Costa Norte


Na condição de convidado, o deputado federal suplente Alberto Mourão (PSDB-SP) participou da audiência pública conjunta das comissões de Viação e Transportes e Desportos, que debateu os problemas relacionados aos cruzeiros marítimos e setor hoteleiro para a Copa de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. A reunião, realizada quarta-feira (27), em Brasília (DF), foi promovida por proposta de Mourão e do deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE).

Durante a audiência, Mourão declarou que a necessidade de se realizar a audiência pública sobre o assunto foi notada em conversa entre a Abremar (Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas) e a Subcomissão de Portos e Vias Navegáveis da Câmara. De acordo com ele, existem alguns problemas operacionais que precisam ser resolvidos em relação à atracação de navios com a finalidade de hospedagem de passageiros.

Em Santos



“No Porto de Santos, por exemplo, o píer tem espaço para atracar dois navios de passageiros de cada vez. Pode atracar seis, sete? Pode, mas é necessário operacionalizar isso, o que vai gerar mais custos e tarifas por vários deslocamentos. Então, a discussão se resume em como vai se operar tecnicamente essa estadia dentro dos portos por parte dos navios, e se já foi conversado com as empresas internacionais, para saber se virão para o Brasil e se já estão tomando medidas pra vir”.

Legado

Mourão falou sobre os investimentos para as obras realizadas para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 no Brasil. “Acho que deveríamos ter um grande evento todo ano no país, pois quem sabe assim conseguiríamos investir R$ 11 bilhões em mobilidade urbana, R$ 4,6 bilhões em segurança, R$ 5,5 bilhões em portos, R$ 3,5 bilhões em comunicação. Quem sabe um evento a cada ano aumente a capacidade de investimento para dar qualidade de vida à sociedade”.



Romário

O deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ) também demonstrou preocupação com os investimentos e o legado dos eventos, e lembrou: “Para ter uma noção, o governo federal disse que seriam gastos R$ 52 bilhões para a Copa, e que 100% seria dinheiro privado. Já foram destinados R$ 27 bilhões, e de R$ 12 a 15 bilhões já foram gastos. Mas 97% é dinheiro público fazendo as obras, o contrário do que foi dito pelo governo lá atrás.”