Aposentados e pensionistas que votarem nas eleições terão Prova de Vida considerada pelo INSS

Dados do comparecimento às urnas serão cruzados com informações da Justiça Eleitoral para atualizar a comprovação de vida dos beneficiários

Rhauanny Queiroz
Publicado em 19/09/2026, às 10h57

Comparecimento às urnas será considerado pelo INSS no processo de atualização da Prova de Vida - Tribunal Superior Eleitoral/TSE/Arquivo


Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que comparecerem para votar nas eleições de outubro, terão o comparecimento eleitoral considerado no processo de Prova de Vida. A informação será obtida por meio do cruzamento dos dados da Justiça Eleitoral com a base do instituto.

Segundo o Ministério da Previdência Social, o comparecimento às urnas é uma das formas utilizadas para confirmar que o titular de um benefício previdenciário ou assistencial continua vivo. Dessa forma, o evento eleitoral pode ser utilizado pelo INSS na atualização da comprovação de vida.

A Prova de Vida é uma verificação anual que tem como objetivo identificar se o titular do benefício continua vivo e, assim, garantir a manutenção dos pagamentos. Atualmente, o procedimento abrange cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais.



O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, explicou que os dados relacionados à votação são recebidos pelo INSS e considerados no processo de comprovação.

A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, afirmou.

Como funciona a Prova de Vida

A comprovação passou por mudanças para reduzir filas, custos e deslocamentos dos beneficiários. Desde 2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra. O modelo passou a determinar que o próprio Estado busque, de forma proativa, informações capazes de confirmar a condição de vida do cidadão.

A Lei nº 13.846/2019 estabeleceu essa mudança, enquanto a Portaria INSS nº 1.408/2022 incluiu a votação nas eleições entre os critérios utilizados para a comprovação de vida. Assim, o comparecimento às urnas atende a um dos critérios considerados pelo INSS.

Os dados eleitorais são cruzados com as informações do instituto e podem ser utilizados para atualizar a situação do beneficiário. A presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, destacou que o mecanismo também contribui para dar mais segurança ao pagamento dos benefícios.

Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, afirmou.

E quem não votar?

O INSS continuará utilizando outras fontes de informação para realizar a Prova de Vida dos beneficiários que não comparecerem às urnas. De acordo com o instituto, o SIRIS reúne diferentes bases de dados do governo para identificar eventos que possam servir como comprovação de vida.

Entre as informações consideradas estão emissão de documentos, movimentações registradas e atendimentos realizados. O segurado somente é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte de informação que confirme sua condição de vida.

Dados das eleições já foram usados pelo INSS

O cruzamento entre as informações da Justiça Eleitoral e os dados do INSS já apresentou resultados em anos anteriores. Em 2024, a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou eventos eleitorais relacionados a 20.957.288 beneficiários.

Segundo o INSS, essas informações contribuíram para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida naquele período.

Com isso, o comparecimento às urnas nas eleições de outubro será considerado pelo INSS no processo de verificação da Prova de Vida. A informação eleitoral será integrada ao sistema utilizado pelo instituto para identificar eventos que comprovem a condição de vida dos beneficiários.

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