Agência diz que mesmo pagando R$ 20,7 bilhões em bandeiras tarifárias nas contas de energia em 2021, “ficamos devendo” R$ 10,5 bilhões
Da redação
Publicado em 16/03/2022, às 13h40 - Atualizado às 13h49
Mais uma vez sobrou para o coitado do bolso do brasileiro pagar a conta. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta terça-feira (15) que vai enfiar mais uma tarifa na conta de luz.
O novo encargo será aplicado a partir de 2023 e visa a redução dos impactos financeiros referentes à compra de energia elétrica em 2021, durante a escassez hídrica.
A Aneel decidiu por um novo empréstimo, no valor de R$ 10,5 bilhões, para o setor elétrico. O financiamento, com a cobrança de juros, será pago por nós, consumidores.
Mesmo pagando R$ 20,7 bilhões em bandeiras tarifárias nas contas de energia em 2021, a Aneel diz que “ficamos devendo” os tais R$ 10,5 bilhões.
O governo diz que entre o final de 2020 e o início de 2021, o Brasil passou pelo menor nível de chuvas em 91 anos. Sendo assim, os reservatórios das hidrelétricas foram afetados e foi preciso recorrer às termelétricas, que são mais dispendiosas por produzir eletricidade a partir da queima de combustíveis.
Desde o fim de agosto de 2021, o consumidor brasileiro paga uma tarifa de R$ 14,20 a cada 100 kWh de energia consumidos. É a famosa “bandeira de escassez hídrica”.
O prazo total do tal financiamento será de 54 meses. Se por um lado a medida faz com que o pagamento seja diluído e não se concentre nas faturas deste ano, por outro há cobrança de juros e, no fim das contas, o consumidor terá desembolsado um valor bem superior.