Sapo achatado atrai curiosos e pode ser pet aquático

Veterinário Danilo Sato detalha as curiosidades do anfíbio de corpo achatado, e ensina a montar o espaço ideal em casa

Redação
Publicado em 09/07/2026, às 15h00

Espécie autorizada para a posse doméstica apresenta membranas entre os dedos para facilitar o nado - Por Hugo Claessen/Wikimedia Commons


Um anfíbio com aparência curiosa e corpo achatado costuma causar confusão entre os amantes de animais exóticos. Embora muitos acreditem se tratar de uma rã, a espécie é, na verdade, um sapo.

No quadro É Pet, da TV Cultura Litoral, o apresentador e veterinário Danilo Sato revelou os detalhes do sapo-pipa, um animal aquático que conquistou espaço como animal de estimação legalizado no Brasil.

A variação autorizada para a criação doméstica é a Pipa carvalhoi. Com tamanho máximo de oito centímetros, esse anfíbio minúsculo possui membranas interdigitais entre os dedos, uma característica anatômica fundamental para auxiliar o animal no nado.



Graças a esse estilo de vida estritamente aquático, o tutor pode alojar a espécie em um aquário, de forma semelhante ao manejo de peixes ornamentais. A expectativa de vida do pequeno predador surpreende: o sapo alcança até 15 anos de idade. Para assegurar essa longevidade, o ambiente exige controle de temperatura e parâmetros de água estruturados especificamente para o animal.

Nutrição e hábitos reprodutivos

A dieta do sapo-pipa em cativeiro precisa reproduzir a oferta de presas do seu habitat. Para nutrir o anfíbio de forma segura, o cardápio diário deve incluir opções como:

Além do formato físico exótico, a espécie desperta a curiosidade dos cientistas e entusiastas pelo seu processo reprodutivo. O apresentador explica que a fêmea da Pipa carvalhoi carrega os próprios ovos nas costas até o momento exato da eclosão dos filhotes.



Danilo Sato faz um alerta importante sobre a posse do animal. Existe uma outra espécie de sapo-pipa amplamente conhecida na internet, na qual os filhotes se desenvolvem literalmente por dentro da pele das costas da mãe até emergirem formados. Contudo, a legislação ambiental não permite a criação dessa variação em casa, de modo que o mercado pet comercializa apenas a espécie Pipa carvalhoi.

*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.

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