Papagaio tem sinusite? Entenda por que o atraso no diagnóstico exige intervenção clínica drástica

No quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral, especialista detalha como a infecção não tratada exige intervenção e deixa sequelas na respiração

Redação
Publicado em 27/07/2026, às 14h45

Acúmulo de secreção não tratada pode aumentar a cavidade nasal do animal - João Saplak/Pexels


Com a chegada dos dias mais frios e secos, as doenças respiratórias ganham força não apenas entre os humanos, mas também entre os pets. Uma dúvida comum entre os tutores de aves é se o papagaio pode ter sinusite. A resposta é sim.

O médico-veterinário especializado em animais silvestres e exóticos, Danilo Sato, esclareceu o assunto no quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral. Segundo o apresentador, as aves apresentam sinais semelhantes aos de uma pessoa resfriada. A inflamação possui origem alérgica, bacteriana ou viral.

Os tutores devem prestar atenção em alterações visuais e comportamentais. Um dos primeiros indícios da doença é o aumento de volume ao redor dos olhos e o acúmulo de secreção em formato de coriza no orifício da narina.



A dificuldade para respirar é um sintoma claro da infecção que, se ignorada, evolui de forma rápida para um quadro de pneumonia, colocando a vida do animal em risco.

Dano irreversível

Quando o problema se torna crônico por falta de diagnóstico precoce, a ave acumula grandes quantidades de pus nos seios nasais. Sato detalha que, nesses casos mais severos, a intervenção clínica exige a retirada de todo o conteúdo para desobstruir a via respiratória do papagaio. O procedimento, no entanto, deixa uma sequela física definitiva.

A retirada da secreção crônica provoca uma dilatação permanente no orifício nasal. A abertura cicatriza, mas nunca retorna ao tamanho original. Esse 'buraco' maior deixa a ave muito mais predisposta a enfrentar quadros de sinusite recorrente no futuro.



Para evitar intervenções drásticas, o especialista reforça uma regra fundamental para quem cria a espécie em casa. Ao notar qualquer alteração de comportamento ou secreção inicial, o tutor deve levar o pet imediatamente para uma consulta com um veterinário especializado.

*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.

Para mais conteúdos: