Lobos-marinhos escolheram, desta vez, Peruíbe e Mongaguá; Instituto Biopesca alerta que animais não devem ser perturbados enquanto estiverem nas praias
Redação
Publicado em 07/08/2024, às 08h52
Mais dois lobos-marinhos-subantárticos (Arctocephalus tropicalis) apareceram nas praias de Peruíbe e Mongaguá, no litoral sul de São Paulo. Um deles foi encontrado em Peruíbe, na manhã de sábado (3). Tata-se do mesmo animal já monitorado pelo Instituto Biopesca no dia 15 de julho, quando apareceu na praia de Mongaguá. Naquela ocasião, o lobo-marinho descansou durante pouco mais de um dia e voltou para o mar.
De acordo com o Biopesca, quando o animal reapareceu em Peruíbe, apresentava condições físicas saudáveis e mantinha o mesmo quadro clínico positivo que já tinha sido avaliado em Mongaguá. Enquanto ele esteve na praia, foi monitorado pela equipe do Biopesca, que isolou o local. Depois de algumas horas, ele voltou para o mar, indicando que, mais uma vez, só parou na praia para descansar. Esse é um comportamento típico dessa espécie, que se distribui em ilhas oceânicas da região subantártica e, na primavera e no inverno, desloca-se para outras áreas, para se alimentar.
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Já o outro lobo-marinho foi encontrado na praia de Mongaguá, na manhã de segunda-feira (5). A área em que ele estava foi isolada pela equipe do instituto. Foi constatado que o animal estava magro, debilitado e com uma lesão em uma das nadadeiras. Ele foi levado para tratamento no Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos do Instituto Gremar, em Guarujá.
O Biopesca lembra que as pessoas e animais domésticos não devem se aproximar dos lobos-marinhos enquanto estiverem na praia, pois isso os perturba. Se eles voltarem para a água ao se sentirem ameaçados e realmente estiverem muito cansados ou doentes, podem até morrer.
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O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.
Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna, em Santa Catarina, até Saquarema, no Rio de Janeiro, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.
Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, mas debilitados, ou mortos, entre em contato pelo telefone 0800 642 3341 (horário comercial).
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