Instituto Argonauta avaliou o animal na costeira da Prainha, em Caraguatatuba, na quarta-feira (12); ele voltou à água com a subida da maré
Redação
Publicado em 13/08/2026, às 08h17
O Instituto Argonauta atendeu um lobo-marinho (Arctocephalus tropicalis) encontrado na costeira da Prainha, em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, na quarta-feira (12).
A ação ocorreu por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). A equipe de estabilização da instituição foi ao local para avaliar as condições do animal. Os profissionais constataram tratar-se de um macho jovem, com baixo peso e sinais de cansaço. Apesar disso, o lobo-marinho mantinha-se alerta e não apresentava lesões externas ou secreções aparentes.
A médica-veterinária do Instituto Argonauta, Mariana Zillio, explicou que as condições observadas permitiram manter o animal sob acompanhamento no próprio local.
“Apesar do baixo peso e dos sinais de cansaço, ele estava alerta e não apresentava alterações que indicassem a necessidade de uma intervenção imediata. Nesses casos, a avaliação clínica e a observação do comportamento são fundamentais para definir a conduta mais adequada”, afirmou.
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Com a subida da maré, o lobo-marinho deixou a costeira e retornou naturalmente ao mar, sem necessidade de manejo veterinário.
O caso reforça que a presença desses animais em praias e costões nem sempre significa encalhe. Durante os deslocamentos, eles utilizam áreas costeiras para descanso.
O presidente do Instituto Argonauta e diretor do Aquário de Ubatuba, Hugo Gallo Neto, destacou a importância de respeitar o espaço da fauna local.
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“A intervenção nem sempre é a melhor conduta. O acompanhamento feito por uma equipe especializada permite avaliar quando o animal realmente precisa de atendimento e quando é possível respeitar seu tempo e seu comportamento natural. Neste caso, ele permaneceu no local e, com a subida da maré, seguiu seu caminho naturalmente”, explicou.
A orientação para a população ao encontrar um animal marinho na praia é manter distância e não tentar tocar, alimentar, molhar ou conduzi-lo de volta à água.
A aproximação causa estresse, interfere no comportamento e representa risco para as pessoas, por se tratar de um animal silvestre.