Iraras são vistas em passagem de fauna da rodovia dos Tamoios

Iraras são animais que se assemelham às doninhas; passagens de fauna têm o objetivo de proporcionar caminho seguro para a travessia dos animais

Redação
Publicado em 16/07/2024, às 10h33 - Atualizado às 10h54

A irara ocorre principalmente em áreas com vegetação densa de Mata Atlântica - Imagem ilustrativa/Elisa Ilha/UFRGS


Duas iraras, animais também conhecidos como jaguapé, papa-mel ou taira, foram vistas em uma das 24 passagens de fauna da rodovia dos Tamoios, no litoral norte de São Paulo. A Concessionária Tamoios, responsável pela via, não divulgou a data do avistamento. Veja o momento da passagem das iraras:

Ao longo da rodovia dos Tamoios, há 19 passagens de fauna em operação e cinco em construção. De acordo com a Concessionária Tamoios, elas têm o objetivo de proporcionar um caminho seguro para a travessia dos animais de um lado para o outro da rodovia, sem que eles tenham acesso à pista de rolamento.  As passagens também oferecem segurança para os motoristas e proporcionam uma proteção à biodiversidade de fauna da região.



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Destas passagens, 14 são subterrâneas e 3 aéreas (uma das quais é o primeiro viaduto vegetado do país). No trecho dos contornos norte e sul, há sete passagens de fauna em fase de construção.

Irara

A irara (Eira barbara) ocorre principalmente em áreas com vegetação densa de Mata Atlântica. É um animal onívoro, da família dos mustelídeos, e se assemelha às martas e doninhas. Esses animais podem atingir um comprimento de até 71 centímetros, sem contar a cauda, que pode se estender por 46 centímetros.



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É uma espécie tipicamente florestal. Sua alimentação é composta desde mel e frutos até pequenos vertebrados, incluindo lagartos, roedores e macacos. A espécie costuma construir tocas em tocos de árvore e em buracos. Embora ela seja considerada solitária, é possível avistar pares e mães com filhotes. As principais ameaças à espécie são a degradação e fragmentação ambiental, incluindo o desmatamento e queimadas, a caça e atropelamentos.

Com informações de Universidade Federal do Rio Grande do Sul





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