Maior peixe ósseo do planeta, o peixe-lua tem aparência incomum, pode ultrapassar duas toneladas e vive em mares tropicais e temperados
Rhauanny Queiroz
Publicado em 27/07/2026, às 10h14
Um encontro raro chamou a atenção de quem navegava pelo mar de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Um peixe-lua (Mola mola), considerado o maior peixe ósseo do planeta, foi visto no domingo (26), próximo à superfície da água, surpreendendo pela aparência incomum e pelo tamanho impressionante.
O registro despertou a curiosidade porque a espécie possui um formato bastante diferente da maioria dos peixes. Com corpo achatado lateralmente, nadadeiras altas e uma cauda praticamente inexistente, o peixe-lua parece "flutuar" lentamente pelo oceano, comportamento que ajuda a torná-lo ainda mais marcante quando aparece próximo à superfície.
Apesar da aparência curiosa, trata-se de um animal pacífico, que vive em mares temperados e tropicais ao redor do mundo e pode ser encontrado também no litoral brasileiro.
O peixe-lua é considerado o maior peixe ósseo conhecido. Um indivíduo adulto pode ultrapassar três metros de comprimento, considerando as nadadeiras dorsal e anal, e pesar mais de duas toneladas.
Seu crescimento é um dos mais rápidos entre os peixes. Desde o nascimento até a fase adulta, o animal pode aumentar milhares de vezes de tamanho, tornando-se um verdadeiro gigante dos oceanos.
Mesmo com todo esse porte, a alimentação é composta principalmente por águas-vivas, salpas, pequenos crustáceos, moluscos e outros organismos gelatinosos encontrados no mar.
Embora passe boa parte do tempo em águas mais profundas, o peixe-lua costuma ser visto próximo à superfície em alguns momentos.
Esse comportamento está relacionado à necessidade de regular a temperatura do corpo após mergulhos profundos em águas frias. Ao permanecer na superfície, ele aproveita o calor do Sol antes de voltar às camadas mais profundas do oceano.
Outro motivo é a presença de aves marinhas e pequenos peixes, que retiram parasitas da pele do animal, funcionando como uma espécie de 'limpeza natural'. Por causa desse hábito, o peixe-lua costuma ser observado deitado de lado sobre a água, característica que deu origem ao seu nome em diversos idiomas.
Uma das principais características do peixe-lua é seu corpo extremamente comprimido, que termina em uma estrutura chamada clavus, formada pela fusão das nadadeiras, em vez de uma cauda tradicional.
Essa anatomia reduz o gasto de energia durante a natação e permite que o animal percorra grandes distâncias pelos oceanos. Para se locomover, ele utiliza principalmente as nadadeiras dorsal e anal, movimentando-as de forma sincronizada, enquanto as nadadeiras peitorais auxiliam na direção.
Apesar do tamanho impressionante, o peixe-lua não representa risco para as pessoas. É uma espécie de comportamento tranquilo e desempenha um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos ao controlar populações de águas-vivas e outros organismos gelatinosos.