Frio exige atenção redobrada com cães e gatos; confira os cuidados

Mudanças na rotina ajudam a evitar doenças respiratórias e articulares, especialmente em filhotes, idosos e animais com pouca pelagem

Redação
Publicado em 21/07/2026, às 10h24

Proteger os animais de correntes de ar e evitar que durmam diretamente no chão frio estão entre as principais recomendações - Reprodução/Envato


A chegada dos dias mais gelados pede cuidados específicos com a saúde e o conforto de cães e gatos. De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), filhotes, animais idosos ou com pouca pelagem são os mais vulneráveis.

Pequenas alterações no ambiente e na higiene ajudam a garantir o bem-estar dos pets e previnem complicações respiratórias. O primeiro passo é oferecer um ambiente protegido do vento e da umidade.

O conselho alerta que os animais não devem dormir diretamente no chão frio. Para os cães e gatos que ficam em áreas externas, a indicação é providenciar casinhas elevadas do solo com estrados de madeira, além de manter mantas sempre limpas e secas. Para os que ficam dentro de casa, é importante colocar a cama em locais confortáveis e longe de correntes de ar.



O uso de roupas é recomendado para filhotes, idosos e raças de pequeno porte ou pelagem curta, desde que o acessório seja confortável e não limite a mobilidade. Contudo, especialistas ressaltam que cães com subpelo ou pelos longos já possuem proteção natural contra o frio e, muitas vezes, dispensam o uso de agasalhos. Se o pet demonstrar incômodo, a roupa deve ser retirada.

Banhos e passeios no inverno

Durante os dias gelados, a rotina de higiene e lazer precisa de ajustes. Os passeios devem ocorrer nos horários mais quentes do dia, como no fim da manhã ou início da tarde. Em caso de frio extremo, a recomendação é priorizar brincadeiras dentro de casa para evitar a exposição ao sereno.

 



Recomendação é garantir a secagem dos pelos antes de deixar os pets no ambiente externo - Reprodução/Envato

 

Os banhos devem ser menos frequentes. Quando forem indispensáveis, devem ser dados com água morna, garantindo a secagem completa dos pelos antes de o animal voltar ao ambiente externo. O CRMV-SP desaconselha as tosas muito curtas nessa época, pois a pelagem funciona como um isolante térmico essencial.

Alimentação e sinais de alerta

Apesar de os pets sentirem menos sede no inverno, o tutor deve garantir acesso constante à água fresca. Devido ao maior gasto de energia para manter a temperatura corporal, um médico veterinário pode indicar ajustes na alimentação.



A vacinação também deve estar rigorosamente em dia para evitar infecções respiratórias, comuns em locais com grande aglomeração de animais. Caso o cão ou gato apresente tosse, espirros, secreção nasal, tremores persistentes, apatia ou falta de apetite, a orientação é procurar atendimento veterinário imediatamente.

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