Especialista em animais exóticos conta como criar o lagarto teiú em casa

Médico-veterinário Danilo Sato detalha as diferenças entre as espécies e ensina os cuidados para manter o animal saudável em casa

Redação
Publicado em 28/07/2026, às 15h28

Lagarto pode ultrapassar um metro de comprimento e exige estrutura com controle de temperatura no terrário - Alexandre Henry Alves/Pexels


Ter um lagarto de estimação divide opiniões, mas a espécie atrai admiradores pelo tamanho, comportamento e inteligência. Para ajudar quem deseja criar o animal em casa, o médico-veterinário Danilo Sato detalhou as diferenças entre o teiú brasileiro e o argentino, durante o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.

Segundo o apresentador e especialista em animais silvestres, ambos os répteis pertencem ao gênero Salvator, mas possuem origens e aparências distintas.

O teiú brasileiro (Salvator merianae) é nativo do país e muito encontrado em toda a região Sudeste, inclusive na Baixada Santista. O animal exibe uma coloração preta e branca bem marcada. Em cativeiro, costuma ser um pouco mais agitado.



Já o teiú argentino (Salvator rufescens) vem de áreas mais frias, como Argentina, Bolívia e Paraguai. O lagarto possui tons avermelhados ou amarronzados e um corpo mais robusto. Os machos da espécie crescem mais e chegam a 1,5 metro de comprimento.

Apesar das diferenças, os dois animais ficam bastante mansos se receberem os cuidados adequados desde filhotes.

Estrutura e alimentação

Criar um teiú exige muita responsabilidade. O veterinário alerta que o tutor precisa montar um terrário espaçoso, com áreas secas e úmidas, esconderijos e troncos baixos. O ambiente deve manter a temperatura entre 28ºC e 30ºC, com o uso obrigatório de lâmpada ultravioleta, fator essencial para o metabolismo do réptil.



A dieta onívora também exige equilíbrio. A alimentação inclui frutas, ovos, legumes, verduras e até pequenas presas abatidas, além de água fresca sempre disponível.

Com o manejo correto, a expectativa de vida do lagarto atinge os 15 anos. O especialista deixa um alerta rigoroso para quem pensa em adquirir a espécie: o interessado deve estudar as necessidades do bicho e procurar apenas criatórios e lojas com autorização para a revenda de animais silvestres.

*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.



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