Entenda o que é a 'intermação', quadro grave que mata pets no verão

Animais não transpiram como humanos, e temperatura acima de 39,3°C pode causar convulsões; veja horários proibidos para passeios

Redação
Publicado em 31/12/2025, às 11h12

Veterinários recomendam evitar passeios com cães entre 10h e 16h, no verão - Josh Rakower/Unsplash


Com o verão e as férias, a diversão ao ar livre aumenta, mas os tutores de cães e gatos precisam redobrar a atenção. O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) divulgou os riscos de desidratação e insolação na estação mais quente do ano.

Diferente dos humanos, os animais não suam o suficiente para regular a temperatura. Cães dependem da respiração ofegante (arfação) para se resfriar, enquanto gatos diminuem o ritmo e se lambem.

Quando esses mecanismos falham, o animal pode sofrer intermação (falência térmica), uma emergência médica grave que ocorre quando a temperatura corporal ultrapassa 39,3°C.



Os sintomas incluem vômitos, diarreia, confusão e até convulsões. "Animais desidratados podem ficar mais sonolentos e apáticos", alerta a veterinária Sibele Konno.

Truques para refrescar

Para evitar o superaquecimento, o especialista Paulo Roberto Martin dá dicas práticas:

Filtro solar 

Animais de pele clara, ou com poucos pelos, precisam de filtro solar específico para pets (atóxico) para evitar queimaduras e câncer de pele. A escovação diária também é indicada para verificar a saúde da pele.



Além do calor, o verão favorece a proliferação de pulgas e carrapatos. A prevenção deve ser contínua, pois os parasitas não têm época certa para agir.

Atenção redobrada

Filhotes, idosos, animais obesos e os de focinho curto (braquicefálicos) são os mais suscetíveis à hipertermia e exigem monitoramento constante.



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