Descubra como detalhe na 'orelha' da tartaruga indica tráfico de animal

Veterinário Danilo Sato explica a diferença entre a tigre d'água brasileira, permitida no país, e a espécie americana, de posse proibida

Redação
Publicado em 24/07/2026, às 13h16

Espécie proibida apresenta mancha vermelha na lateral da cabeça - Robert So/Pexels


A criação de tartarugas da espécie tigre d'água em casa atrai muitas famílias, mas um  detalhe na cabeça do animal indica a ocorrência de um crime. A presença de uma mancha vermelha perto da orelha  revela que o réptil é de origem americana e, portanto, fruto de tráfico de animais no Brasil.

Para esclarecer a confusão entre as espécies e evitar problemas legais para os tutores, o médico veterinário e apresentador Danilo Sato detalhou as características de cada animal no quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.

O especialista explica que, na fase filhote, as duas tartarugas são quase idênticas, com uma coloração predominantemente esverdeada. A grande diferença visual fica restrita à lateral da cabeça.



Como identificar a espécie legalizada?

A tigre d'água brasileira, única permitida para a criação doméstica no país, possui uma faixa amarela na região. Na fase adulta, o animal ganha tons mais escuros e alaranjados, dependendo da dieta oferecida.

Já a tigre d'água americana mantém a marcação vermelha intensa na área. O veterinário reforça que a posse desse animal exótico é estritamente proibida em território nacional. Caso alguém tenha a espécie em casa, o bicho certamente é originário do comércio ilegal.

Compra segura e documentada

Apesar de ter o convívio autorizado no Brasil, a espécie nativa (com a mancha amarela) também exige cuidado. A legislação ambiental proíbe a retirada de qualquer exemplar da natureza.



Sato alerta que o interessado precisa adquirir a tartaruga brasileira exclusivamente em criatórios e lojas comerciais autorizadas pelos órgãos ambientais. Essa regra garante a procedência segura e a entrega de toda a documentação necessária para o bem-estar do pet.

*Com informações do médico veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.

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