Aracnídeos se movimentam todos juntos para caçar presas que pesam até 700 vezes mais que eles
Da redação
Publicado em 10/03/2022, às 14h38 - Atualizado em 11/03/2022, às 17h26
Aranhas pequenas, que medem cerca de 60 cm, se juntaram para formar uma teia tão grande quanto um ônibus e, para juntas, caçarem presas até 700 vezes mais pesadas do que elas. A união destes aracnídeos é a prova de que “juntos somos mais fortes”.
Em um vídeo compartilhado na internet recentemente, é possível ver as aranhas se movimentando todas no mesmo ritmo, como em uma dança. As imagens são curiosas e fazem parte de uma pesquisa divulgada na PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) – revista científica multidisciplinar, fonte autorizada de pesquisa de alto impacto que abrange as ciências biológicas, físicas e sociais.
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Durante o estudo, os pesquisadores observaram duas colônias de aranhas na Guiana Francesa. Foram colocadas pequenas iscas nas teias, como moscas. Foi possível registrar o movimento das aranhas para capturar a presa.
De acordo com a pesquisa, o movimento das aranhas responde às vibrações tanto do inseto emaranhado na teia quanto das companheiras de caça. Os pesquisadores concluíram que se cada aranha se movesse em um ritmo diferente, criaria tanto ruído que elas não seriam capazes de “ouvir” ou "sentir" o inseto preso. Por isso, ao sincronizarem os movimentos, detectam a presa com mais facilidade.
As aranhas são da espécie Anelosimus eximius, que vivem em colônias e são consideradas sociais, tendo em vista que muitas espécies vivem sozinhas. A pesquisa afirma que as aranhas socias caçam em grupos para capturar grandes presas, o que seria impossível se a caça fosse feita de maneira solitária.
“Durante a caça, as aranhas sociais alternam suas fases de movimento e parada em uníssono enquanto se movem em direção a sua presa [...] Anelosimus eximius coordenam sua atividade para capturar grandes presas que de outra forma seriam inacessíveis aos caçadores solitários. Ao caçar em grupos, dezenas de aranhas se movem ritmicamente em direção à presa, sincronizando as fases de movimento e parada”, explica o artigo divulgado pelos pesquisadores.
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