Com expectativa de vida que pode chegar a 80 anos, espécie exótica demanda tempo, espaço adequado e compra exclusiva em criadouros legais
Redação
Publicado em 10/06/2026, às 14h41
Ambientes preenchidos por afeto, alta inteligência e uma crista imponente que se move conforme o humor. Viver a experiência de ter um pet exótico atrai muitos tutores, mas o manejo exige muita responsabilidade por causa de sua alta longevidade. É o caso de quem decide acolher a Cacatua Alba, popularmente conhecida como cacatua-branca ou cacatua de crista branca.
Famosa pela personalidade extrovertida, a espécie figura entre as mais conhecidas do mundo. No entanto, a convivência demanda compromisso de longa data. Originária de ilhas da Indonésia, onde habita florestas tropicais, a ave é altamente social e possui expectativa de vida entre 50 e 70 anos, com registros de indivíduos que atingiram os 80 anos.
A crista avantajada da cacatua-branca funciona como um verdadeiro termômetro de suas emoções. O animal levanta as penas da cabeça para expressar curiosidade, empolgação e até irritação. Além de se destacarem como excelentes imitadoras de sons e vozes humanas, essas aves demonstram alta capacidade de interação emocional com os tutores e com indivíduos de outras espécies, sob supervisão constante.
O temperamento brincalhão também acompanha traços de ciúme. A ave necessita ser o centro das atenções na rotina doméstica. Caso se sinta ignorada, a cacatua-branca pode vocalizar em volume muito alto, destruir objetos da casa e até manifestar quadros graves de automutilação.
Para garantir o bem-estar e evitar comportamentos destrutivos, o animal exige interação diária constante, brincadeiras e estímulos mentais. O enriquecimento ambiental por meio de brinquedos próprios para escalar e explorar é indispensável.
A manutenção da integridade do animal depende de um espaço amplo em casa e de tempo livre fora da gaiola ou do viveiro. Quanto ao trato diário, segue a lista de recomendações essenciais para a espécie:
Antes de adquirir o animal, a recomendação é buscar informações profundas sobre a espécie e procurar sempre um criadouro legalizado.
*Com informações do quadro 'É Pet?', da TV Cultura Litoral.