Baleia-jubarte encontrada morta em Itanhaém tinha mais de 10 metros; veja o que ocorreu

Macho foi encontrado já sem vida e em avançado estado de decomposição; Instituto Biopesca recolheu amostras para análise

Rhauanny Queiroz
Publicado em 29/08/2026, às 11h16

Baleia-jubarte macho, de 10,7 metros, encalhou já sem vida na praia do Centro, em Itanhaém - Reprodução/Instituto Biopesca


Uma baleia-jubarte macho, de 10,7 metros de comprimento, encalhou já sem vida na praia do Centro, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, na noite de quinta-feira (27). O animal foi recolhido na manhã de sexta-feira (28) pela prefeitura de Itanhaém, após a atuação da equipe do Instituto Biopesca, responsável pelo monitoramento da região por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

Na manhã de sexta-feira (28), a equipe do Instituto Biopesca esteve no local para recolher amostras biológicas da baleia. A carcaça já estava em avançado estado de decomposição, condição que dificultou a identificação da causa da morte.

Segundo o Instituto Biopesca, há suspeita de que o animal tenha tido alguma interação com atividade de pesca antes de morrer. No entanto, a instituição ressalta que não foi possível obter informações conclusivas devido ao estado avançado de decomposição da carcaça.

Baleia estava em período de migração

A espécie encontrada em Itanhaém é a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae), que nesta época do ano percorre grandes distâncias durante seu deslocamento entre as áreas de alimentação e reprodução.

Segundo o Instituto Biopesca, as jubartes deixam as águas geladas dos mares antárticos e seguem em direção às águas mais quentes do Brasil.

Durante essas longas viagens, alguns animais podem adoecer ou ficar debilitados. Também podem ocorrer interações com atividades humanas, como a pesca. Em algumas situações, os animais acabam encalhando nas praias, muitas vezes já sem vida.

No caso registrado em Itanhaém, porém, não foi possível determinar de forma conclusiva o que provocou a morte da baleia, justamente devido às condições da carcaça.

Atendimento faz parte de monitoramento

O atendimento foi realizado no âmbito do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). A iniciativa é uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para as atividades da Petrobras relacionadas à produção e ao escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.

No estado de São Paulo, o projeto é executado sob responsabilidade técnica da Mineral Engenharia e Meio Ambiente.

O Instituto Biopesca monitora o trecho 08, que abrange a área entre Praia Grande e Peruíbe.

Entre as atividades realizadas pelas equipes está o atendimento de ocorrências envolvendo mamíferos, tartarugas e aves marinhas, tanto animais vivos e debilitados quanto aqueles encontrados já mortos.

O que fazer ao encontrar um animal marinho

O Instituto Biopesca orienta que ocorrências envolvendo animais marinhos sejam comunicadas à equipe responsável pelo monitoramento.

O serviço pode ser acionado pelo telefone 0800 642 3341, durante o horário comercial. Também é possível entrar em contato pelo celular (13) 99601 2570, disponível 24 horas, por WhatsApp e chamadas a cobrar.

A comunicação permite que a ocorrência seja registrada e que a equipe responsável avalie o animal e realize os procedimentos necessários.

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