Apenas um dos nove municípios da região respondeu ao questionário de bem-estar animal promovido pela Secretaria de Meio Ambiente paulista
Redação
Publicado em 24/08/2026, às 14h27
As prefeituras da Baixada Santista têm até o dia 31 de agosto para participar da segunda edição da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal. De acordo com o governo do estado de São Paulo, o prazo foi prorrogado com o objetivo de reunir o máximo de informações sobre políticas, serviços e estruturas de cuidado com cães e gatos.
Até o momento, apenas uma das nove cidades da região respondeu ao questionário.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), responsável pelo levantamento, a participação regional está em apenas 11,1%. No cenário estadual, 224 dos 645 municípios paulistas forneceram os dados, o que representa 34,7% do total.
A pasta reforça que a adesão é essencial para a elaboração de um diagnóstico completo, capaz de contribuir para a melhoria dos serviços voltados aos pets.
A diretora de Bem-estar Animal da Semil, Karen Camargo, destaca a importância do engajamento das administrações municipais. “A participação dos municípios é fundamental para que o estado conheça de forma mais precisa as realidades locais e possa planejar políticas públicas cada vez mais efetivas de proteção e bem-estar animal. Ao responder à pesquisa, as prefeituras contribuem diretamente para a construção de um diagnóstico amplo, que valoriza as iniciativas já existentes e ajuda a identificar onde ainda é preciso avançar. A Semil convida os municípios que ainda não participaram a integrar esse movimento até o dia 31 de agosto”, afirma.
A primeira edição do estudo ocorreu em 2024 e contou com a colaboração de 151 cidades de diversas regiões paulistas. Naquela época, o levantamento indicou que 62,3% dos municípios participantes ofereciam serviços permanentes de castração e cerca de 75% mantinham médicos-veterinários atuando diretamente no atendimento aos animais.
Os números também alertaram para o problema de acumulação de cães e gatos, registrado em 45% das localidades que responderam à pesquisa. Além disso, 42,3% das prefeituras promoveram censos sobre a população de pets domiciliados, enquanto somente 24,5% fizeram estudos sobre os animais em situação de rua.
As prefeituras que ainda não integraram a pesquisa devem enviar as informações por meio de um formulário disponibilizado pela secretaria.