Salamandra originária do México não sofre metamorfose e mantém características de larva; espécie ainda não pode ser pet no Brasil
Redação
Publicado em 28/05/2026, às 16h00
Uma salamandra capaz de regenerar desde patas até partes do próprio cérebro. Com aparência que lembra um personagem de desenho animado ou um Pokémon, o axolote virou febre na internet devido ao seu visual curioso.
Originária do México e, diferente da maioria dos anfíbios, a espécie não passa pela metamorfose completa. O animal mantém as características da fase larval por toda a vida. O apresentador do quadro É Pet?, Danilo Sato, explica a anatomia peculiar do axolote:
As estruturas que parecem antenas saindo da cabeça são as brânquias, que auxiliam o animal a respirar debaixo d'água, pois são 100% aquáticos", detalha. O especialista acrescenta que a espécie tem preferência por ambientes de águas frias.
A característica que mais impressiona a ciência é a capacidade de reconstrução física. "Um fato extremamente curioso é que eles conseguem regenerar algumas partes do corpo. Se perderem um pedaço da cauda ou até mesmo uma pata, regeneram por completo e esse membro volta à função habitual normalmente", destaca Sato.
O apresentador ressalta que o poder de regeneração do axolote vai além dos membros externos e alcança tecidos complexos do coração, da medula espinhal e até do cérebro. Por causa dessa habilidade única, os animais são objetos de estudos frequentes na comunidade científica.
Apesar de encantar o público com padrões de cores que variam do selvagem (mais escuro) ao albino, a espécie enfrenta um cenário crítico na natureza. Hoje, existem mais axolotes sob cuidados humanos do que em vida livre, já que o animal habita apenas uma região específica do México. A população nativa diminui a cada dia por causa da perda de habitat, da ação de predadores invasores e da captura ilegal.
Para os brasileiros que se apaixonam pelo bichinho, fica o alerta sobre a proibição de criá-lo em casa.
Em alguns países, eles podem ser criados como pet ou até mesmo para fins conservacionistas. Porém, aqui no Brasil ainda não podemos", conclui Danilo Sato.
*Com informações do quadro 'É Pet?', da TV Cultura Litoral.