Animal ameaçado de extinção tinha dificuldade para flutuar, mas retornou ao mar antes de ser capturado; Instituto Argonauta faz alerta
Redação
Publicado em 18/06/2026, às 16h27
Uma equipe do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha tentou resgatar uma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) após receber um acionamento sobre um animal com dificuldade de flutuação na região de Ilhabela, litoral norte de São Paulo.
Ação foi conduzida por profissionais que atuam no Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), desenvolvido no litoral norte. Durante a tentativa de abordagem, a equipe mediu aproximadamente 1,20 metro de comprimento curvilíneo de carapaça (CCC) e estimou o peso do animal em cerca de 400kg.
Considerada a maior espécie de tartaruga-marinha do mundo, a tartaruga-de-couro pode ultrapassar 2 metros de comprimento e atingir aproximadamente 700kg. A espécie está classificada como criticamente em perigo no Brasil.
Segundo o Instituto Argonauta, entre as principais ameaças à sobrevivência da espécie estão a captura incidental pela pesca, a ingestão de resíduos sólidos e as colisões com embarcações.
A ocorrência contou com o apoio do Viva Instituto Verde Azul, responsável por identificar o animal a partir de um ponto fixo de monitoramento. Também participaram da operação Gabriel Lisboa, da Baleias com Scalea, que auxiliou a equipe no deslocamento até o local, e o capitão Gabriel Luis, da embarcação Ximanguinho, que permaneceu de prontidão para eventual transporte do animal.
Apesar dos esforços, a equipe não conseguiu capturar a tartaruga com segurança. O animal retornou ao mar antes que fosse possível fazer uma avaliação clínica e definir a necessidade de atendimento veterinário.
O Instituto Argonauta orienta pescadores, navegadores, operadores de turismo e demais usuários do mar a comunicarem imediatamente novos avistamentos do animal. Em caso de reencontro com a tartaruga, a recomendação é manter distância, registrar fotos ou vídeos, se possível, informar a localização e acionar a equipe pelos telefones 0800 642 3341 e WhatsApp (12) 99785 3615.
De acordo com a instituição, a rápida comunicação pode aumentar as chances de sucesso em uma nova tentativa de abordagem, permitindo que o animal receba avaliação especializada e eventual tratamento.