Santos registra segundo menor índice de desperdício de água do país

Estudo do Instituto Trata Brasil aponta perda de apenas 5,35% na distribuição do município; resultado já supera a meta nacional estabelecida para 2033

Rhauanny Queiroz
Publicado em 05/06/2026, às 09h52

Investimentos em tecnologia e inteligência artificial puxam a redução de vazamentos na rede de Santos - Divulgação/Governo de São Paulo


A cidade de Santos, no litoral paulista, registrou o segundo menor índice de desperdício de água entre os 100 municípios mais populosos do Brasil. O estudo Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil na terça-feira (2), aponta que a rede santista teve apenas 5,35% de perdas na distribuição. O número já supera a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para 2033.

A pesquisa utiliza dados referentes ao ano de 2024. O desempenho coloca Santos atrás apenas de Suzano, na região metropolitana de São Paulo. Entre 2024 e 2025, o município do litoral recebeu cerca de R$12,5 milhões em investimentos operacionais.

Segundo a Sabesp, o resultado reflete a modernização da infraestrutura e o uso de tecnologia para identificar e prevenir falhas. No mesmo biênio, a estatal investiu mais de R$2,8 bilhões no combate ao desperdício nas cidades onde atua.



No ranking nacional, a Sabesp concentra seis municípios entre os 20 melhores colocados (Suzano, Santos, São Paulo, São Bernardo do Campo, Taubaté e Franca). Todos apresentam índices inferiores à média nacional, que atualmente supera a marca de 40% de perda.

A diretora-executiva de Operação e Manutenção da Sabesp, Débora Longo, destaca as ações em curso: “A redução de perdas é uma das prioridades estratégicas da companhia. Estamos promovendo uma transformação estrutural que combina investimentos, inovação e inteligência operacional para garantir maior eficiência, segurança hídrica e qualidade dos serviços prestados à população”. Até 2029, a previsão de investimento no setor é de R$9 bilhões.

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Tecnologia aliada

O combate ao desperdício inclui o uso de imagens de satélite e inteligência artificial para localizar vazamentos no subsolo. A ferramenta identifica o cloro presente na água tratada e permite encontrar perdas ocultas.

A operação também conta com carros equipados com sensores, válvulas inteligentes que ajustam a pressão para reduzir rompimentos e 300 pontos de manobra remota, responsáveis por controlar trechos da rede a distância. Na capital paulista, a modernização abrange a troca de hidrômetros convencionais por equipamentos conectados à internet.

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Tipos de perdas

Não existe perda zero em sistemas de abastecimento. As perdas são divididas em duas parcelas:



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