Prefeitura esclarece sobre boato de aparição de onça no litoral sul de SP

Mensagens que circulam nas redes sociais falam sobre possível presença de um animal silvestre de médio porte, no bairro Campos Elíseos, em Itanhaém

Esther Zancan
Publicado em 14/09/2025, às 14h08

Segundo a prefeitura, ainda não há comprovação ou registro confirmado da aparição da onça-parda - Imagem ilustrativa/Rubens Fraulin/Itaipu Binacional


A prefeitura de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, divulgou em suas redes sociais, neste sábado (13), uma nota oficial esclarecendo sobre os boatos de aparição de uma onça-parda na cidade

Segundo a administração municipal, diante das mensagens que circulam nas redes sociais sobre a possível presença de um animal silvestre de médio porte, na região do bairro Campos Elíseos, equipes da Secretaria de Defesa do Meio Ambiente e Bem-Estar Animal da cidade, da Polícia Ambiental e do Instituto Gremar  acompanham a situação.

A prefeitura prosseguiu na nota: "Até o momento, não há qualquer comprovação ou registro confirmado. Ainda assim, todas as medidas preventivas estão sendo adotadas para garantir a segurança da população".



Caso o animal seja visto pela população, a orientação é entrar em contato imediatamente com a Polícia Ambiental pelo telefone 190 ou com o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, evitando qualquer aproximação com o felino.

Onça-parda

A onça-parda (Puma concolor) é encontrada habitualmente na Mata Atlântica. A própria Fundação Florestal, responsável pelo Parque Estadual da Serra do Mar, lembra que a presença do felino, ameaçado de extinção, dentro da área do parque é  uma evidência da importância e da qualidade de vida para fauna e flora, no que diz respeito à preservação ambiental.

A onça-parda precisa de grandes territórios de floresta para sobreviver. A caça e o desflorestamento, que resultam na diminuição da disponibilidade de presas, são as principais ameaças à sobrevivência deste animal. Ela geralmente não é perigosa para humanos, sendo um animal arisco e que tende a evitar o contato, mas pode se tornar agressiva se estiver encurralada, sem conseguir fugir, ou defendendo sua presa ou filhotes. O comportamento agressivo é raro e geralmente ocorre como  ato de autodefesa, não por instinto de caça ao homem.



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