Animal entrou pela porta da frente de colégio e tirava um cochilo tranquilamente próximo ao quadro de energia
Redação
Publicado em 01/07/2025, às 16h39
A rotina escolar no litoral norte de São Paulo foi surpreendida por um visitante inesperado e sonolento. Na manhã de terça-feira (1º), um gambá (Didelphis aurita) foi encontrado tirando uma soneca nas dependências do colégio São Sebastião, localizado no bairro Vila Amélia, em São Sebastião. A cena inusitada mobilizou o Corpo de Bombeiros, que foi acionado para resgatar o animal.
Segundo relato do porteiro da escola, o animal entrou tranquilamente pelo portão principal, como se conhecesse bem o caminho. Em vez de causar confusão, seguiu em passos lentos até o corredor de acesso ao padrão de energia e, sem cerimônias, deitou para dormir. Quando os bombeiros chegaram, encontraram o gambá em sono profundo, que só foi interrompido por uma delicada operação de remoção, feita com cautela e técnica.
A operação foi bem-sucedida e ninguém saiu ferido. De acordo com os bombeiros, o animal foi levado para uma área de mata segura, longe do ambiente urbano, e alunos e professores puderam retomar as atividades sem maiores sustos.
Essa não foi a primeira vez que um gambá resolveu "matricular-se" em uma escola do litoral. Em janeiro, cinco exemplares da espécie Didelphis aurita invadiram a escola estadual Professora Maria Aparecida Pinto de Abreu Magno, em Bertioga.
Os animais foram resgatados pelo Departamento de Operações Ambientais (DOA) e soltos em habitat apropriado. A prefeitura de Bertioga disse que a espécie foi a campeã de chamados de resgate do DOA, com 84 ocorrências registradas em 2024.
O gambá é um animal essencial para o equilíbrio do ecossistema e até para a segurança das famílias, pois controla pragas urbanas ao se alimentar de escorpiões, cobras, aranhas e outros animais peçonhentos, pois é imune à peçonha deles. Entre setembro e dezembro, ocorre o período reprodutivo dos gambás-de-orelha-branca, quando nascem em média seis filhotes por gestação. Eles são marsupiais e ficam cerca de 46 dias na bolsa da mãe antes de subir em suas costas.
Muitos gambás são mortos por atropelamento ou por ações humanas, o que causa desequilíbrio ambiental e aumenta a presença de animais indesejados perto das casas. Os gambás não costumam atacar e só reagem quando se sentem ameaçados. Por isso, é importante não machucá-los e, ao encontrar um animal silvestre, acionar a Defesa Civil ou a Guarda Municipal pelos números 199 ou 153.
Manguezais do litoral de SP serão mapeados por cientistas da USP
Família de gambás se aloja em caixa de ferramentas em casa no litoral de SP