Parasita raro, conhecido como piolho comedor de língua, ocupa lugar da língua de peixes após comê-la; isópode foi encontrado na boca de peixe por funcionários de parque estadual do Texas; trata-se de único caso conhecido de parasita que ocupa lugar de órgão funcional do hospedeiro, afirma direção do parque
Da redação
Publicado em 22/10/2021, às 15h20 - Atualizado às 16h12
Funcionários do Departamento de Parques e Vida Selvagem do Texas (EUA) foram surpreendidos por uma estranha aparição no início da semana: um peixe com uma criatura de olhos redondos olhando pela boca.
A corvina (Micropogonias undulatus) tornou-se vítima de um raro isópode – tipo de crustáceo – parasitário, conhecido como piolho comedor de língua. O caso foi divulgado nesta quinta-feira (21) pelo jornal local Houston Chronicle que definiu o encontro como “assustador”.
Após se agarrar à língua do peixe, o parasita se alimenta de todo o tecido muscular e ocupa seu lugar, onde fica confortavelmente se alimentando de muco e, ocasionalmente, de restos de comida do peixe, afirmou ao Chronicle a bióloga especialista em peixes Kory Evans.
A página oficial do Parque Estadual de Galveston, onde o parasita foi encontrado também divulgou o caso, tão estranho que rendeu uma brincadeira.”Marciano encontrado no Parque Estadual.” brincou a página, antes de dar a verdadeira explicação sobre o parasita.
“Este parasita desprende a língua do peixe, se liga à boca do peixe e se torna sua língua. "[É o] único caso conhecido em que um parasita substitui funcionalmente o órgão de um hospedeiro”, afirma a página oficial do Parque, segundo a qual, apesar de ser assustador, o parasita não mata o peixe, tampouco oferece risco a seres humanos.
A especialista em peixes confirma. Segundo ela, exceto por impedir parte da capacidade de alimentação do peixe, o piolho não o afeta muito, e um peixe pode viver com ele no lugar de sua língua até morrer.
Ela também afirmou que o parasita pode ser retirado normalmente da boca do peixe, caso algum pescador presencie o raro e assustador encontro.
Com informações de Houston Chronicle | Rebecca Hennes