Família de mulher morta com órgãos perfurados após cirurgia plástica acusa médico de negligência e pede justiça. Caso acendeu debate médico no país
Da redação
Publicado em 19/01/2022, às 11h28 - Atualizado às 16h55
A morte de uma espanhola de 39 anos após uma cirurgia plástica levantou um debate sobre credenciais médicas na Espanha. Em 2 de dezembro, Sara Gomes foi realizar uma lipoescultura em um clínica particular em Cartagena, cidade portuária espanhola, e não saiu viva. Após permanecer internada por quase um mês na UTI, ela morreu em 1º de janeiro com perfurações em diversos os órgãos internos, apontou a autópsia.
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O ex-marido de Sara e porta-voz da família, Ezequiel Nicolás, afirmou à BBC que o procedimento cirúrgico foi uma “carnificina” e pediu punição ao médico responsável pelo procedimento, um cirurgião vascular chileno de 38 anos.
À publicações internacionais, o advogado da família de Sara, Inácio Martínez, afirmou que ela saiu da cirurgia com "lesões típicas de uma briga com armas". As perfurações, disse Inácio, chegavam a quase 30 e atingiram órgãos como rins, cólon, intestino ou fígado.
O advogado do médico responsável pela cirurgia nega que tenha havido negligência médica, mas um anestesista afirma que o havia avisado de problemas durante a cirurgia e um juiz proibiu o médico de deixar a Espanha.
O caso acendeu um debate sobre quem pode realizar cirurgias plásticas no país. Pela lei espanhola, médicos sem especialização em cirurgia plástica podem realizar o procedimento.
Entidades como a Sociedade Espanhola de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética (Secpre) afirmam que a lei, de 1958, não se adequa à realidade atual, e pedem que somente médicos com formação específica em cirurgia plástica possam realizar os procedimentos, algo que já é exigido pelo sistema público de saúde espanhol, mas não pelas clínicas privadas, como a que morreu Sara.
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