Prefeito de São Sebastião critica duramente companhia de energia elétrica, nas redes sociais; moradores relatam prejuízos e também cobram respostas
Lucas Santos
Publicado em 30/07/2025, às 16h12
Moradores de Caraguatatuba e São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, seguem sem energia elétrica desde a manhã de segunda-feira (28), quando ventos de um ciclone extratropical provocou queda de árvores e danos estruturais nas redes elétricas da região. Relatos de falta de energia ultrapassam as 30 horas, com prejuízos em residências, perdas de alimentos, dificuldades para trabalhar e ausência de resposta efetiva da empresa EDP, responsável pelo fornecimento.
Em São Sebastião, os relatos também se multiplicam. A moradora Célia Larrubia, de 55 anos, vive no Sertão do Cacau, no bairro Camburi, e relata estar sem energia desde as 13h de segunda-feira. Célia denuncia falha de comunicação entre os órgãos responsáveis, o que dificulta os reparos na região afetada por queda de árvores. “Sem energia, a bomba d’água não funciona. Temos que economizar. Tudo da geladeira estragou. A coleta de lixo não passa porque as árvores não foram retiradas. E a EDP sequer apareceu para desligar a rede para que a poda pudesse ser feita”, disse. Confira o vídeo enviado por Célia:
⚡❌| “Tudo estragado na geladeira”: moradores do litoral norte de SP revoltados com falta de energia elétrica
— Portal Costa Norte (@costanortenews) July 30, 2025
Prefeito de São Sebastião critica duramente companhia de energia elétrica, nas redes sociais; moradores relatam prejuízos e também cobram respostas
🎥| Célia Larrubia pic.twitter.com/SeImOmLOsw
Ela também alerta para a situação de quem depende de internet para trabalhar e critica a ausência de previsões oficiais: “Estamos sem nenhuma informação de quando isso será resolvido. Quem tem criança deve estar passando por ainda mais dificuldade”.
A jornalista Leslie Cury, de 50 anos, trabalha na rádio Rock News (98.5) e diz que a situação é generalizada; ela já recebeu aproximadamente 50 mensagens de ouvintes relatando falta de energia.“Tá um caos mesmo. O WhatsApp da rádio tá entupido de reclamações”, afirmou.
O prefeito Reinaldinho Moreira publicou uma mensagem de crítica à companhia de energia elétrica, em seu Instagram: “Iremos acionar juridicamente a agência reguladora e buscar as medidas jurídicas cabíveis para combater o descaso da EDP Brasil com a cidade de São Sebastião! Tentamos todos os caminhos de diálogo e boa relação, mas passou todos os limites. Podem ir me enviando todos os casos de falta de energia que iremos juntar na notificação”.
No bairro Poiares, a moradora Tatiane Santos, de 29 anos, afirma estar sem energia desde as 7h40 de segunda-feira. Segundo ela, a falta de fornecimento afetou diretamente sua rotina de trabalho remoto e causou prejuízos com alimentos que precisaram ser descartados. “Fiquei dois dias sem conseguir trabalhar por conta da falta de energia. Tive que jogar diversas comidas fora, além do desconforto de não conseguir tomar um banho decente na própria casa. Minha sorte é ter amigos com energia que se disponibilizaram a ajudar”, disse.
Tatiane também criticou a falta de informações por parte da concessionária: “Ligo para a EDP e não tem um posicionamento, uma resposta concreta. Até ontem de manhã dava para notar que estavam fazendo reparos, hoje não se vê nenhuma equipe pela cidade”.
A empresa EDP afirmou, em nota, que mais de 95% dos clientes de Caraguatatuba e São Sebastião já tiveram o fornecimento normalizado. Segundo a companhia, o ciclone extratropical provocou ventos acima de 85km/h e mais de 3 mil ocorrências em sua área de concessão entre os dias 28 e 29 de julho.
A EDP informou que ampliou em 10 vezes o número de equipes de atendimento, com o envio de profissionais de outras regiões, e que os reparos mais complexos, como os causados por quedas de árvores e objetos sobre a rede elétrica, podem levar mais tempo para serem solucionados.
A empresa reforça que prioriza locais como hospitais, postos de saúde, creches e asilos, e recomenda que a população nunca se aproxime de cabos partidos ou fios caídos. Ocorrências podem ser registradas pelos seguintes canais:
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