Trabalhadores de cemitérios de Santos podem entrar em greve

Proposta será debatida em assembleia do Sindest na noite desta quarta-feira, 15; Prefeitura nega conflitos

Da Redação
Publicado em 14/01/2020, às 14h06 - Atualizado em 24/08/2020, às 06h50

Diretores do sindicato com a categoria - Divulgação


Os 30 servidores públicos lotados nos cemitérios municipais Paquetá, Filosofia e Areia Branca, em Santos, entre coveiros e funcionários administrativos, poderão paralisar as atividades.

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A data, duração do movimento e até mesmo sua confirmação serão votadas em Assembleia do Sindicato dos Servidores Estatutários (Sindest), às 19 horas desta quarta-feira, 15.



Seu presidente, Fábio Marcelo Pimentel, convocou a assembleia para explicar a ação de cumprimento de acordo coletivo de trabalho que será protocolada ao fim do recesso judiciário.

O processo, segundo ele, deve-se ao fato de o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) não cumprir a parte do acordo coletivo assinado em 2019 sobre os empregados em cemitérios.

Fábio lembra que o prefeito ficou de enviar à câmara municipal projeto de lei para conceder gratificação de R$ 600 aos trabalhadores: “Enrolou o ano inteiro e não cumpriu”. A ação de cumprimento, explica o sindicalista, não impede que os trabalhadores adotem outras formas de luta ou busquem entendimento com a prefeitura“.



Eu particularmente não gostaria de conversar mais sobre esse assunto com a administração”, diz o presidente do Sindest. “Já brincaram demais com coisa séria”.

Fábio revela que a paralisação poderá ser de algumas horas, um ou mais dias e até por tempo indeterminado. “Para debater detalhadamente o problema,convocamos a assembleia”, finaliza.

RESPOSTA



A prefeitura de Santos informou, por sua vez, que está em constante contato com a categoria e que existe um bom relacionamento com os servidores.

O Executivo afirmou também que, de acordo com a lei federal nº 7.783, de 28 de junho de 1989, no artigo 10º, serviços funerários são considerados essenciais e, por conta disso, não dão direito aos profissionais fazerem greve.