Hospedagem na Baixada Santista está proibida e taxa de ocupação na região é zero
Marina Aguiar
Publicado em 11/04/2020, às 13h05 - Atualizado em 23/08/2020, às 22h32
O setor hoteleiro é um dos mais afetados pela pandemia de coronavírus. Para o feriado de Páscoa a taxa de ocupação na Baixada Santista é zero. A determinação veio dos prefeitos das nove cidades da região. Os turistas são desestimulados a entrar nas cidades e os empresários do ramo fazem o que podem para equilibrar as contas.
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Proprietário da Pousada Vistazul, no Indaiá, em Bertioga, Eliseu Preto tem uma dívida de mais de R$ 100 mil, oriunda de investimentos em seu negócio. "Fomos obrigados a cancelar ou adiar as diárias e demitir alguns funcionários", lamentou.
Sua vizinha, Doralice comanda a Pousada Nascimentos e demitiu todas as diaristas. "Não sei como vai ser daqui pra frente. Os funcionários precisam comer. Sem salário, como vou fazer, se nem mesmo tenho para mim?" desabafou.
Antonio Pereira possui uma pousada no centro da cidade e segurou os investimentos que faria durante a baixa temporada. "O dinheiro da reforma vai ser utilizado para nos manter nesse período sem ocupação", informou o proprietário do Recanto da Praia.
Para o diretor de hotelaria do Bertioga Convention Visitors Bureau, Alexandre Godoy, o período é de cautela. "Os meio de hospedagem foram proibidos de aceitar reservas desde o dia 20 de março de 2020. Os prejuízos são incalculáveis, mesmo com a ajuda do Governo aos empresários", explicou.
Godoy anunciou que a entidade lançou recentemente a campanha "Não cancele, remarque" para que hóspedes que tinham reservas marcadas entrem em contato com os meios de hospedagem e remarquem para outras datas futuras. Além disso, o Bureau apoia os serviços de delivery e elabora pacotes turístico pós pandemia, com descontos especiais para os profissionais de saúde.