Setor de alimentação tem deflação no IPCA de junho

Grupo apresenta a maior retração do mês; empresários do litoral de São Paulo buscam absorver custos para atrair turistas no segundo semestre

Redação
Publicado em 15/07/2026, às 15h32

Empresários do litoral paulista apostam em gestão para minimizar os impactos nos custos - Divulgação/Abrasel


O setor de alimentação e bebidas apresentou o melhor desempenho entre os grupos pesquisados na inflação de junho. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Baixada Santista, que representa cerca de 10 mil estabelecimentos no litoral de São Paulo, acompanha a evolução dos indicadores mensalmente.

Em junho, o IPCA geral registrou alta de 0,16%, índice menor que os 0,58% observados em maio. No acumulado de 2026, a inflação soma 3,36%, enquanto nos últimos 12 meses o índice chega a 4,64%. O grupo de alimentação e bebidas passou de aumento de 1,33% em maio, para uma deflação de -0,24% no mês de junho.



O diretor da Abrasel SP Baixada Santista, Luan Paiva, analisa o atual cenário econômico. "Embora a inflação de junho ainda reflita desafios para o setor de alimentação e bebidas, o cenário já demonstra sinais de maior estabilidade. Bares e restaurantes seguem com investimentos em gestão, negociação com fornecedores e eficiência para minimizar os impactos nos custos e manter preços competitivos. A expectativa é de que esse ambiente mais equilibrado fortaleça o consumo nos próximos meses, especialmente com o aumento do fluxo de turistas e as oportunidades criadas pelas datas sazonais do segundo semestre".

Desaceleração nos preços de refeições e lanches

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,49% para 0,15%. No mesmo período, o índice das refeições caiu de 0,51% para 0,15%, e o dos lanches passou de 0,49% para 0,13%. A alimentação no domicílio também registrou recuo expressivo, de 1,65% em maio para -0,39% em junho.

Entre os produtos que ficaram mais baratos aparecem o café moído (-3,72%), as frutas (-1,58%) e as carnes (-0,64%). Em contrapartida, as principais altas vieram do feijão-carioca (8,31%) e da batata-inglesa (3,57%).



O diretor da Abrasel SP Baixada Santista, Guilherme Karaoglan, afirma que os comerciantes da região se esforçam para não repassar a alta aos clientes.

O resultado da inflação de junho mostra que o setor de alimentação e bebidas ainda enfrenta pressão sobre os preços de alguns insumos, mas os empresários buscam absorver parte desses aumentos para preservar o consumo. A expectativa é de maior estabilidade nos próximos meses, com a criação de um ambiente mais favorável para o planejamento, os investimentos e o fortalecimento dos negócios".

Inflação por grupos

Segue a lista com os resultados dos nove grupos pesquisados pelo IBGE em junho, organizados do melhor para o pior desempenho:

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