São Vicente vive 'boom imobiliário' com valorização e alta nos empregos

Município registrou crescimento de 3,25% no setor, em 2025, e oferta de vagas ligadas à construção civil saltou 60%, acima da média nacional

Redação
Publicado em 19/09/2025, às 15h53

Números do Caged mostram aumento de 60% na oferta de empregos no setor - Divulgação/Prefeitura de São Vicente


A cidade de São Vicente, no litoral paulista, vive um momento de valorização imobiliária e expansão da construção civil. Dados do FipeZap apontam que a cidade registrou alta de 3,25%, em 2025, ocupando a 54ª posição no ranking nacional.

Em paralelo, números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram aumento de 60% na oferta de empregos no setor, mais que o dobro do crescimento registrado no estado de São Paulo e no Brasil, ambos em torno de 30%.

O que explica o crescimento

Segundo a prefeitura, o avanço resulta de um conjunto de políticas públicas e intervenções urbanas que estimularam novos empreendimentos. Entre as medidas, estão alterações na Lei de Uso e Ocupação de Solo, criação de Zonas Especiais de Turismo, ampliação do potencial construtivo e permissão para construção de estúdios, demanda em ascensão no mercado imobiliário.



O prefeito Kayo Amado avalia que o cenário atual reflete três pilares de desenvolvimento: a recuperação do eixo centro-praia, o investimento na área continental e o fortalecimento da construção civil: "Tiramos do papel grandes intervenções, como melhorias na legislação e reurbanizações. Hoje, conseguimos notar o movimento de grandes empresas buscando se instalar e construções por todos os cantos, além de saldos positivos na valorização imobiliária".

Isso é fruto de um trabalho de resgate de credibilidade e de facilitação para que o empresariado se interesse em investir na nossa cidade”, afirmou.

Dados nacionais reforçam o panorama. Segundo o IBGE, em 2024, o ramo da construção civil cresceu 4,3%, atingindo um PIB de R$ 359,523 bilhões. Em São Vicente, a valorização do setor se conecta a projetos como o programa São Vicente de Cara Nova, responsável pela reurbanização da orla da praia do Gonzaguinha e do centro comercial, regiões vistas como estratégicas para geração de empregos e consumo.

Outro destaque é o projeto de inserção da área continental na Poligonal do Porto, que prevê a incorporação de 6,4km² da região em investimentos portuários; bairros como Humaitá, Vale Novo e Bairro A estão envolvidos. A proposta está em análise pelo Ministério dos Portos e Aeroportos.



Segundo Kayo Amado, “O objetivo é entregar uma São Vicente muito melhor em 2032, quando completa 500 anos. Valorização imobiliária, crescimento na empregabilidade e prêmios de urbanismo são sinais de que estamos trilhando o caminho certo”.

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