São Sebastião alerta para a vacinação contra a febre amarela

Sete macacos foram encontrados mortos sem lesões somente neste mês, na Costa Sul do município

Da Redação
Publicado em 30/04/2018, às 06h50 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h45

- Divulgação/PMSS


A prefeitura de São Sebastião alerta para necessidade de conscientização sobre a febre amarela. A Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, encontrou sete macacos Bugio mortos na região nos últimos dias.

Na sexta-feira, 27, três foram encontrados na Travessa Porto Seguro em Maresias, Costa Sul de São Sebastião, sendo dois caídos no chão da mata e um caído na copa das árvores; e outros dois em Boiçucanga, na Estrada do Rio das Pedras. No sábado, 28, um foi achado no Guaecá (Região Central da cidade) e outro em Paúba. Os macacos não apresentavam lesão e nem sinal de agressão.

Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Fernanda Paluri, moradores do local entraram em contato com o Centro de Operações Integradas (COI) e uma equipe da Vigilância e da Defesa Civil foram deslocadas ao local. Os macacos foram levados para realizar necropsia, e as amostras seguiram para Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.



Fernanda explica que há uma grande a probabilidade de a causa da morte ser por febre amarela, pois os macacos não apresentavam lesão e nenhum ferimento, de acordo com a necropsia. Os órgãos apresentavam sinais ectéricos, mas a comprovação será por meio dos exames realizados pelo Adolfo Lutz.

De acordo com Fernanda, a população precisa se conscientizar que o vírus está circulando em nossa região e é preciso se vacinar. “Vai ser frequente encontrar macacos mortos, a preocupação agora é que todos estejam vacinados e que, ao encontrarem um macaco morto, devem entrar em contato com o 153 (COI)”, avisou.

As ações continuam em todo município. Equipes de saúde estão adentrando as regiões próximas à mata e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e PA (Pronto Atendimento) de Boiçucanga, está aberta das 7h às 19h para vacinação exclusiva de febra amarela. A vacinação está disponível até terça-feira nos postos volantes.



“Fica confirmado que o vírus está presente em nossas matas e a doença pode ser levada até nós pelo mosquito. A aparição de novos macacos mortos, chegando a seis até agora neste mês, não é o fator mais relevante nesse momento, uma vez que já sabemos que o vírus está presente, e essas constatações irão ocorrer invariavelmente. Devemos portanto concentrar nossas ações na intensificação da cobertura de vacinação”, avisou o secretário de Saúde, Carlos Pinto.

Segundo ele, nas ações da Vigilância, coordenadas pela Secretaria da Saúde, desde o início da campanha, em 25 de janeiro, há uma preocupação muito grande com a conscientização da população quanto à importância da imunização. Após a campanha, a vacinação se estendeu nos bairros, em busca dos munícipes não vacinados. Ainda assim, houve muita resistência e negativas, e a cobertura não pôde ser integral. Nesse sentido, para um maior alcance, foi deflagrado um plano de contingência de combate à febre amarela envolvendo várias secretarias do município, que em conjunto estão trabalhando intensamente para atingir o maior número de pessoas na imunização.

“Essas ações tiveram início da última sexta-feira quando equipes de vacinação em conjunto com agentes de endemia, Defesa Civil e Guarda Florestal foram à campo, num trabalho casa a casa, e avançaram a mata estendendo a vacinação aos pontos mais distantes. “Espera-se nessa ação atingir cerca de cinco mil pessoas vacinadas”, comentou o secretário.



Em Maresias, na Praça do Surf, haverá um posto fixo de atendimento no Centro de Informações Turísticas. “Neste momento o mais importante é conscientizar aqueles que não se vacinaram a procurarem a vacina. No início da campanha foram veiculadas pelas redes sociais informações enganosas que tentaram dar descrédito à vacina, porém é importante que todos saibam que a vacina é segura e é o único meio de se evitar a morte pela doença”, finalizou Carlinhos.

Até o momento estima-se que cerca de 70% da população tenha sido vacinada, porém os 30% restantes ainda correm risco.