Levantamento do Instituto Trata Brasil utilizou como base os dados de 2017 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento
Da Redação
Publicado em 27/07/2019, às 07h28 - Atualizado em 24/08/2020, às 05h50
Santos está no segundo lugar no ranking entre as 100 maiores cidades do país quanto aos indicadores de saneamento. O levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil utilizou dados de 2017 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
Ainda, segundo o estudo, entre os 10 municípios melhores colocados, a Sabesp é responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de três, inclusive do primeiro colocado, Franca.
O diretor de Sistemas Regionais da Sabesp, Ricardo Borsari, comentou: “Manter-se no topo do ranking só é possível com esforços contínuos. O resultado alcançado foi com o trabalho focado em três grandes pilares: Planejamento de longo prazo; Gestão eficiente, ética e eficaz; Investimentos permanentes, que permitem prestar serviços de excelência à população e caminhar com o objetivo de universalizar o saneamento no estado de São Paulo”.
A companhia explica que ambas, Franca e Santos, possuem indicadores similares, com a cobertura universalizada das redes de água e de coleta e tratamento dos esgotos.
A capital de São Paulo é a segunda mais bem posicionada no ranking entre as capitais (só perde para Curitiba, cidade menor e mais jovem) e a 16ª cidade brasileira.
Investimentos contínuos
Considerada uma das maiores empresas de saneamento do mundo em população atendida, a Sabesp investe quase 31% do que é aplicado no setor. Como a Companhia atende 13% da população, o investimento per capita ultrapassa a média do restante do Brasil.
Somente em 2017, dos quase R$ 11 bilhões investidos no país, cerca de R$ 3,4 bi vieram da Sabesp. Em 2018, a Companhia aplicou quase R$ 4,2 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão na capital. Segundo a companhia, todo o investimento vem da tarifa.
A companhia planeja destinar, até 2023, R$ 18,7 bilhões entre R$ 7,75 bi em água e R$ 10,96 bi na coleta e tratamento de esgoto.
Santos
A Sabesp informou que os índices santistas encontram-se consolidados como reflexo da universalização da cobertura dos sistemas de saneamento.
A cidade se mantém entre as melhores posições do ranking desde as primeiras divulgações do Instituto. Entre 2007 e 2017, foram investidos quase R$ 490 milhões no município mais populoso da região metropolitana da Baixada Santista. E apenas em 2018 foram R$ 20 milhões.
Destacam-se três fases do saneamento em Santos: a primeira a partir de 1900, com o projeto elaborado pelo engenheiro Saturnino de Brito, Patrono da Engenharia Sanitária brasileira. A segunda, na década de 60 e 70, com entrega da estação de tratamento de água (ETA) Cubatão - maior estação de todo interior e litoral paulista -, construção do reservatório-túnel Santa Tereza/Voturuá – maior reservatório de água tratada cravado em rocha do hemisfério sul – e implantação do interceptor oceânico e do emissário submarino ao sistema de esgoto. E sua terceira fase está marcada pelo Programa Onda Limpa, que entre 2009 e 2010 entregou em Santos o prolongamento do emissário submarino e uma nova estação com o dobro da capacidade de tratamento dos esgotos gerados na área insular de Santos e São Vicente.