Protocolo Não Se Cale: aprenda o sinal de mão que ajuda mulheres a pedirem socorro em silêncio

Gesto simples com a mão permite que a vítima peça socorro de forma silenciosa, em bares e restaurantes

Redação
Publicado em 22/11/2025, às 17h08 - Atualizado às 17h08

Saiba como fazer o gesto universal de socorro - Reprodução/Instagram/@governosp


O governo de São Paulo iniciou, na quinta-feira (20), a ação SP Por Todas: 21 Dias por Elas, de conscientização para prevenir e combater a violência contra as mulheres, que segue até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A iniciativa destaca o Protocolo Não se Cale, política pública que transforma espaços de lazer em redes de proteção, ao ensinar um gesto simples que pode salvar vidas.

O sinal universal de socorro permite que a vítima peça ajuda de forma discreta e silenciosa. O gesto consiste em dobrar o polegar na palma da mão e fechar os outros dedos sobre ele, como se estivesse "aprisionando" o polegar.



Como funciona o atendimento

Ao identificar o sinal inspirado no movimento internacional #SignalForHelp, ou receber um pedido verbal, os funcionários capacitados devem agir imediatamente. O protocolo padroniza o atendimento para evitar improvisos.

O funcionário deve retirar a vítima do alcance do agressor e levá-la para uma sala reservada e segura. Se necessário, o estabelecimento oferece acompanhamento até o transporte, ou aguarda a chegada da polícia e do socorro médico.

Capacitação e fiscalização

O curso do Protocolo Não se Cale é gratuito, on-line e tem carga horária de 15 horas, sendo ofertado em parceria com o Procon-SP e a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo).



O conteúdo ensina a identificar comportamentos de risco e a preservar provas, como imagens de câmeras de segurança.

Mais de 127 mil profissionais se inscreveram no curso, e 83 mil já concluíram a formação, estando aptos a atuar. O Procon-SP já orientou cerca de 5 mil estabelecimentos em 290 cidades, sobre a obrigatoriedade de capacitar equipes e afixar cartazes visíveis sobre a lei.

Em 2025, a rede de proteção ultrapassou as fronteiras do lazer noturno. Uma parceria com o Conselho Regional de Educação Física (CREF) leva treinamento para as academias, ambientes onde o contato físico também pode gerar situações de importunação.





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