Prefeitura afirma que caso está na Justiça; concessionária diz que tráfego operou em pare e siga até liberação total às 11h14
Thomas Henry
Publicado em 09/06/2026, às 15h10 - Atualizado às 16h00
Moradores da comunidade Camburi das Pedras, na região norte de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, fizeram uma manifestação, na manhã desta terça-feira (9), na rodovia Rio-Santos (BR-101).
O protesto ocorreu na altura do km 1, motivado pela preocupação das famílias com uma ação de demolição de moradias prevista para a quarta-feira (10).
ATUALIZAÇÃO: Justiça cancela demolição que levou moradores a protesto na Rio-Santos, em Ubatuba
De acordo com a CCR Rio-SP, concessionária que administra o trecho da Rio-Santos, entre Ubatuba e a capital fluminense, a manifestação começou por volta das 7h30. Equipes da empresa estiveram no local para orientar o tráfego, que funcionou em sistema pare e siga pela pista sentido São Paulo.
A pista foi totalmente liberada às 11h14. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também esteve no local, segundo a concessionária.
Em nota, a prefeitura de Ubatuba informou que a situação dos moradores do Camburi é tratada em processo judicial conduzido pelo Ministério Público e pela Justiça Estadual. Segundo o Executivo, não cabe à administração municipal decidir pela suspensão ou execução das medidas determinadas.
A prefeitura afirma que um grupo de moradores foi recebido no gabinete municipal, na segunda-feira (8). Na ocasião, eles foram orientados a buscar apoio da Defensoria Pública ou dos advogados já constituídos no processo, que podem apresentar recursos para tentar suspender eventual ordem de demolição.
Ainda segundo a administração municipal, quando há solicitação da Justiça, a prefeitura apenas disponibiliza maquinário para o cumprimento das determinações judiciais. O município também informou que o procedimento é coordenado pelo oficial de Justiça e por representantes designados pelo Poder Judiciário, responsáveis por definir quais medidas serão executadas.
A mobilização desta terça-feira ocorreu em meio à preocupação das famílias com os impactos da possível retirada das casas. Os moradores pedem diálogo com as autoridades e uma solução que considere a situação de quem vive na comunidade.