Concessão das travessias prevê R$ 2,5 bi em investimentos e frota moderna para 14 linhas aquaviárias, que inclui Santos–Guarujá e São Sebastião–Ilhabela
Redação
Publicado em 13/11/2025, às 19h12
A privatização do sistema de travessias de balsas, promovida pelo governo do estado de São Paulo, avançou com a vitória do consórcio Acqua Vias SP no leilão da parceria público-privada desta quinta-feira (13), na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), na capital paulista.
O grupo assumirá a operação de 14 linhas aquaviárias por 20 anos, com um contrato que prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos e modernização completa da frota e dos terminais.
As travessias concedidas incluem rotas estratégicas do litoral norte e Baixada Santista, como Santos-Guarujá, São Sebastião-Ilhabela, Bertioga-Guarujá, além de linhas no Vale do Ribeira e na Região Metropolitana. São transportados, por ano, cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos, segundo dados do edital.
O consórcio, liderado pela Internacional Marítima, venceu o certame com um desconto de 12,6% sobre a contraprestação pública máxima prevista. O modelo estabelecido pelo governo mantém a base tarifária atual e combina receita tarifária com aporte público, sob supervisão da Artesp.
A Acqua Vias planeja adquirir 45 novas embarcações, das quais até 41 serão elétricas ou híbridas, modelos que reduzem impacto ambiental e promovem maior eficiência energética. A concessão também inclui a construção de terminais climatizados, acessíveis e com áreas de convivência.
Entre os compromissos, está a padronização de estruturas, melhoria dos sistemas de embarque e desembarque e implantação de tecnologia para gerenciamento operacional dos fluxos, que pretende reduzir filas e aumentar a regularidade das travessias.
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística afirma que a privatização busca modernizar um sistema considerado defasado, melhorar a mobilidade regional e diminuir tempos de espera, principalmente em trechos críticos como Santos–Guarujá.
O governo ressalta que a concessão integra o programa estadual de parcerias e que a migração para a operação privada ocorrerá de forma gradual, com período de transição para adaptação das equipes e transferência de ativos.
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