Astrônomos explicam que o satélite natural estará no ponto mais próximo da Terra, parecendo 6% maior e 13% mais brilhante
Redação
Publicado em 02/01/2026, às 17h31
A primeira Lua Cheia de 2026, que ocorre neste sábado (3), chega com status de evento especial: será uma Superlua. O fenômeno atinge seu ápice às 7h03 (horário de Brasília), momento em que o satélite estará tecnicamente maior e mais brilhante no céu.
Embora o nome "Superlua" tenha caído no gosto popular, o termo científico correto é "Lua Cheia de Perigeu". Isso significa que a Lua estará passando pelo ponto de sua órbita mais próximo da Terra (Peri = perto; Geo = Terra).
Neste evento, a Lua estará a uma distância de 362.312km do nosso planeta. Em termos visuais, isso faz com que ela pareça 6% maior e 13% mais brilhante do que uma Lua Cheia média.
Para efeito de comparação, a menor Lua Cheia do ano (chamada de Microlua), prevista para 31 de maio, estará a 406.135km de distância.
Apesar dos números impressionantes, astrônomos pedem cautela com a expectativa visual. Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp, explica que a Lua não muda de tamanho físico, apenas se aproxima.
É muito difícil [perceber a diferença a olho nu]. Para uma pessoa que não está muito acostumada a ficar olhando para a Lua todo dia... ela não vai nem perceber diferença", afirma Langhi.
Ele compara o efeito de segurar uma bola: se você a aproxima do rosto, ela parece maior, mas seu tamanho real não mudou.
Já João Batista Canalle, da UERJ, é mais cético e classifica o termo Superlua como "enganador", e o evento como "fisicamente irrelevante". Ele ressalta que o fenômeno deste sábado coincide com o fato de termos duas Luas Cheias no mesmo mês.
* Com informações da Agência Brasil
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