Assessora de investimentos detalha as diferenças entre os planos PGBL e VGBL, e destaca importância de poupar por causa do aumento do custo de vida
Redação
Publicado em 15/06/2026, às 14h34
O planejamento financeiro de longo prazo ganha relevância entre os trabalhadores, por causa das constantes mudanças tributárias e do aumento do custo de vida. A busca por ferramentas de previdência privada consolida-se como uma alternativa para evitar a perda do poder de compra no momento da aposentadoria.
Um indicador estatístico recente reforça a necessidade de estruturar uma reserva por conta própria. Apenas 1% da população consegue se aposentar mantendo o mesmo patamar salarial que recebia durante o período de trabalho ativo.
A assessora de investimentos Juliana Lima explicou que as discussões sobre a reforma do imposto de renda elevam a necessidade de organização:
Se a gente não utilizar algum instrumento para planejar o nosso futuro, planejar de fato a nossa aposentadoria, vai acabar defasado.
A estruturação dos planos de previdência privada divide-se basicamente em duas categorias no mercado nacional. Segue a lista com o funcionamento de cada opção tributária:
A definição do modelo ideal depende da sistemática de recebimento dos rendimentos do trabalhador. A assessora de investimentos Juliana Lima orientou que, caso o investidor possua margem para a dedução fiscal de 12%, o excedente dos aportes deve ser destinado diretamente para a modalidade VGBL.
A distribuição desses produtos financeiros ocorre por meio de agências bancárias tradicionais e também pelas plataformas de corretoras de valores. A segurança institucional de toda a cadeia de investimentos conta com a fiscalização de uma autarquia federal específica.
A assessora de investimentos Juliana Lima apontou que o investidor pode inclusive expandir o planejamento para além das fronteiras nacionais:
A gente tem lá um órgão regulamentador que é a Susep. Todo mundo que está ali embaixo do guarda-chuva da Susep pode trazer esse plano de previdência para a gente aportar.
Juliana Lima complementa: "A gente tem os bancos, as corretoras, algumas casas, a gente pode pensar inclusive em planos internacionais."
O acesso a essas ferramentas de previdência complementar depende da disseminação de novos hábitos de consumo e da busca por conhecimento técnico para mitigar o distanciamento cultural sobre o mercado de capitais.
*Com informações da assessora de investimentos Juliana Lima, do quadro Papo de Finanças, da TV Cultura Litoral.