Prevenção a suicídio é tema de estudos em Cubatão

Em 2018 município registrou 69 casos de suicídios ou tentativas; prefeitura quer criar uma rede de acolhimento que possa localizar e tratar estas situações

Da Redação
Publicado em 06/06/2019, às 07h22 - Atualizado em 24/08/2020, às 05h35

Grupo de trabalho inclui diversas secretarias e apoio de especialistas externos - Carlos Pimentel Mendes - FSS/PMC


Em 2017 Cubatão registrou 34 suicídios ou tentativas. Em 2018, foram 69 casos. Neste ano, somente nos três primeiros meses, foram 34 situações de suicídio ou tentativa. A informação é do professor-doutor João Marcolan, especialista em Saúde Mental, com base em estatísticas da prefeitura. Ele participou na quarta-feira, 5, de reunião no gabinete do prefeito com equipes das secretarias de Saúde e Educação e do Fundo Social de Solidariedade do município para estudar formas de enfrentar o problema.

Participe dos nossos grupos ℹ  http://bit.ly/CNAGORA5 🕵♂ Informe-se, denuncie!

Entre as conclusões iniciais, está a necessidade de estudar a inclusão, em próximo concurso público, o provimento de diversos cargos hoje em vacância,  como psicólogos, médicos, professores e assistentes sociais que possam compor uma equipe multidisciplinar de enfrentamento desta situação.



Um questionário também deverá ser elaborado para a verificação - no ambiente escolar, entre outros - de situações potenciais de aflição que possam levar ao suicídio, além de ser feito diagnóstico detalhado da situação no município e treinamento dos profissionais de diversos setores quanto à verificação dessas situações.

Ainda de acordo com as definições da reunião, também será detalhada a possibilidade de instalação de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) especializado em Infância e Adolescência. O professor João Marcolan informou que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 93% das mortes por suicídio são evitáveis, e completou: "O comportamento suicida é sempre multifatorial"; ou seja não existem causas únicas, mas um conjunto de fatores que levam a pessoa a esse comportamento extremo, daí a importância de se compreender melhor a questão e estar em funcionamento uma rede de acolhimento que possa localizar e tratar estas situações.

Participaram deste primeiro encontro a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Adeíza Monteiro Oliveira; as secretárias municipais Andrea Pinheiro (Saúde) e Márcia Terras (Educação), bem como o coordenador de ensino do Instituto Federal de São Paulo, Sérgio Alberto Holloway Escobar; a doutoranda em Saúde Mental pela Unifesp Sibele Santos Souza; a chefe do Serviço Municipal de Especialidades Pediátricas, Andressa Tavares Amorim Silva; e a chefe da Divisão de Saúde Mental, Selma Maria de Jesus Neves.