Presidente do PSL de SP critica família Bolsonaro

“Quem contrariasse, ou expusesse uma opinião divergente, era vítima de ataques da milícia digital”, diz Bozzella

Matheus Alves
Publicado em 15/07/2020, às 10h25 - Atualizado em 24/08/2020, às 08h16

- Reprodução/Internet


O deputado federal e presidente do PSL de São Paulo, Júnior Bozzella, afirmou não ser favorável à uma reconciliação do partido com o presidente da república, Jair Bolsonaro.

Bozzella fez comentário durante entrevista concedida nesta quarta-feira, 15, ao programa Café da Manhã, da TV Cultura Litoral.

O presidente do PSL de SP disse que as expectativas iniciais para o governo Bolsonaro eram positivas, mas, o presidente decidiu seguir um caminho de constantes confrontos com o Congresso.



Bozzella declarou: “Quando o governo se iniciou, a gente imaginava que teríamos uma condição ampla e favorável para aprovar em tempo recorde as reformas na Câmara. Mas a gente percebeu que o governo era beligerante, um governo que optou em incendiar o país e atacar a todo o Congresso, toda a classe política e as instituições. Isso aconteceu com o PSL também.”

O deputado ainda criticou os filhos do presidente Bolsonaro, alegando que quem contrariasse as decisões da família, era “vítima de ataques”.

“O núcleo dos filhos do presidente fazia com que todo mundo que contrariasse, ou expusesse uma opinião divergente, fosse vítima de ataques, sofrendo assédio moral da milícia digital e sendo alvo de fake News. Isso fez com que eles (família Bolsonaro) se afastassem do PSL. Eles queriam tomar o partido, queriam que virasse uma instituição familiar”, afirmou Bozzella.