Prêmio Pacto Contra a Fome abre inscrições com R$ 600 mil para projetos

Organizações e negócios de impacto têm até 24 de junho para se inscrever na premiação nacional voltada à segurança alimentar e combate ao desperdício de alimentos

Redação
Publicado em 10/06/2025, às 15h31

Doze projetos foram contemplados nas duas primeiras edições desde 2028 - Divulgação/PCF


A terceira edição do prêmio Pacto Contra a Fome está com inscrições abertas até o dia 24 de junho. Com valor total de R$ 600 mil, a iniciativa vai premiar seis projetos de todo o país, que promovam a segurança alimentar e nutricional ou atuem na redução do desperdício de alimentos. Cada vencedor receberá R$ 100 mil. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por meio deste link.

Podem participar organizações sem fins lucrativos, projetos não institucionalizados e negócios de impacto socioambiental. Para se inscrever, é necessário estar cadastrado no HUB da premiação. O prazo termina às 18h (horário de Brasília) do dia 24 de junho. As categorias são divididas entre ações voltadas à segurança alimentar e à redução ou reversão do desperdício.

Pacto Contra a Fome

Criado pelo Instituto Pacto Contra a Fome, o prêmio visa reconhecer e fortalecer projetos que contribuem para erradicar a fome no Brasil. A ação conta com apoio de cinco agências da ONU, como FAO, Unesco, WFP, Unicef e PNUMA, além de instituições brasileiras como a Fiesp, que participa por meio do programa Alimentar o Futuro. A ponteAponte é responsável pela coordenação técnica.



Desde 2023, mais de 820 iniciativas de todos os estados brasileiros já se inscreveram na premiação. Doze projetos foram contemplados nas duas primeiras edições, com R$ 1,2 milhão distribuído. Os vencedores também recebem troféus assinados pelo artista plástico Vik Muniz e acesso a mentorias da XP.

A avaliação das propostas seguirá critérios como relevância, impacto, capacidade de replicação, articulação de parcerias e alcance em rede. A seleção será feita em duas etapas de inscrição e quatro fases de avaliação. Haverá prioridade para projetos liderados por mulheres, pessoas pretas, pardas e indígenas, e moradores de estados com alto índice de insegurança alimentar.

Segundo Maria Siqueira, codiretora do Instituto, o prêmio busca mais do que premiar: pretende impulsionar soluções eficazes e inovadoras contra a fome. "Queremos transformar o prêmio em um catalisador de boas práticas e mobilizar a sociedade para ampliar o impacto dessas ações", afirmou.



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