Prefeituras do litoral de SP começam a definir restrições de acesso às praias

Santos e São Vicente já anunciaram que não vão interditar praias, porém vão endurecer as restrições; em conjunto, prefeituras da região pedem apoio do governo estadual para controlar fluxo turístico

Da redação
Publicado em 04/03/2021, às 10h05 - Atualizado às 10h19

Praia de Santos, na Baixada Santista Praias litoral paulista fase vermelha - Foto: Fabricio Costa / Futura Press / Estadão Conteúdo


Com a expectativa de recrudescimento das restrições em todo o estado de SP, as cidades da Baixada Santista e do litoral norte começam a decidir as medidas relacionadas à frequência e permanência nas praias.

A região recua para a fase vermelha com toque de restrição das 20h às 5h a partir deste sábado (06). Com isso, os prefeitos da região começam a se mobilizar para decidir sobre as restrições locais, sendo a principal delas as praias, espaços amplamente frequentados por moradores e turistas.

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Nesta toada, o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB) reativou a restrição à presença de ambulantes nas praias da cidade, em vigor em outros momentos. Também foi proibida a afixação de guarda-sóis e uso de cadeiras. Volta também a proibição a esportes coletivos como futevôlei e futebol de areia.

Em Santos, a pratica de atividades físicas individuais nas praias, como corridas e caminhadas, por enquanto, continua  permitida. Em outras ocasiões,  como na virada de 2020 para 2021, as praias foram totalmente bloqueadas.

Rodovia dos Imigrantes 3 - À espera de 5 milhões de turistas, litoral de SP recebe reforço de 3.000 policiais para temporada de verão Rodovia dos Imigrantes congestionada (Foto: Nilton Fukuda / Estadão Conteúdo)



Com a fase vermelha perdurando no mínimo até 19 de março, as cidades da Baixada Santista também pediram auxilio do governo estadual com o controle do intenso fluxo turístico para a região, ponto extremamente problemático na contenção da disseminação do vírus.

No lockdown temporário de Natal, as prefeituras da região pediram maior rigor do governo do controle das estradas estaduais, não foram atendidas e descumpriram a determinação de fase vermelha temporária, permanecendo na amarela. O imbróglio gerou mal estar entre a Baixada e o Governo estadual, que endureceu o tom.    

Interdição de Praias no período de réveillon foi estipulado pelo Condesb para conter avanço do coronavírus na região (Praia de Santos interditada nesta quinta-feira, 31. Foto: Juliana Steil/G1)



Desta vez, porém, as prefeituras não pediram fechamento das estradas ao governo estadual e sim a instalação de barreiras sanitárias nas vias e aumento do efetivo da polícia militar nas cidades.

Na rabeira de Santos, São Vicente também optou por não interditar as praias. Kayo Amado (Podemos), prefeito da cidade, anunciou que atividades físicas individuais seguem permitidas nos espaços. A gestão municipal da cidade reiterou o mesmo pedido de colaboração e bom senso da população que tem feito há meses.

Fase Vermelha



A fase vermelha é a mais restritiva do plano São Paulo. Nela, apenas são autorizados os serviços considerados essenciais como padarias, farmácias, mercados e, agora, igrejas e escolas, que foram incluídas no rol de serviços essenciais por meio de decretos estaduais.

Todas as cidades do estado entram na fase vermelha com toque de restrição após as 20h a partir deste sábado (06) Fase Vermelha (Foto: Reprodução - Governo Estadual)

Da mesma forma, bares, restaurantes, shopping centers e comércios, considerados não essenciais, são proibidos de funcionar na fase vermelha.



Além da reclassificação, o governo estadual antecipou para as 20h o início do ‘’toque de restrição’’, na nomenclatura do governo. A medida busca coibir festas e aglomerações noturnas no horário em que elas mais tem ocorrido. Antes o toque de restrição se iniciava às 23h e ia até as 5h. Agora, ele se inicia às 20h e continua perdurando até as 5h.