Diretor de Transportes interditará a rodoviária e utilizará o terminal de transbordo para transporte municipal e intermunicipal
Marina Aguiar
Publicado em 09/08/2019, às 15h26 - Atualizado em 23/08/2020, às 19h59
A Rodoviária de Bertioga, localizada no bairro Vista Linda, foi anunciada em 2010. As obras começaram em 2011 e foram quase concluídas em 2015. Apesar dos mais de R$ 1 milhão investidos, a obra nunca foi inaugurada e segue se deteriorando.
No local, foram implantados espaços de alvenaria, cobertura e acessos, mas nunca entrou em operação. Devido ao grande risco de queda das estruturas do telhado do terminal, até então abandonado, a prefeitura de Bertioga começou a desmanchar o telhado principal e interditará o local.
Participe dos nossos grupos ℹ http://bit.ly/CNAGORA3 🕵♂Informe-se, denuncie!
O terminal de transbordo, no entanto, que fica ao lado da rodoviária, será utilizado como espaço multiuso para serviços de transporte municipal, intermunicipal e a própria estação de transbordo, onde os usuários do transporte público poderão aguardar a próxima linha para seguir viagem.
Para isso, o diretor de Trânsito e Transportes Ivan de Carvalho, explica que as telhas retiradas da Rodoviária serão usadas para ampliar o terminal de transbordo. "Vamos retirar esse telhado, que oferece risco, usar as telhas para ampliar o transbordo e colocar uma baia a mais e, também, para fazer o fechamento do primeiro prédio", explicou.
Ivan ainda destacou a qualidade dos materiais utilizados nas obras. "Aqui nós temos duas obras, dois terminais. O primeiro é o terminal intermunicipal, construído na mesma época que o segundo terminal, que é o urbano. São duas licitações diferentes e materiais diferentes", disse o diretor, que complementou: "O primeiro terminal está em ruínas, vamos fazer o desmanche dele para que não ofereça risco. O segundo tem uma boa condição considerando que não houve manutenção constante nestes mais de seis anos que está aqui".
O terminal rodoviário fica na Rua Roberto de Almeida Vinhas, às margens da Rodovia Manoel Hypólito do Rego (Rio-Santos). "É uma obra do governo anterior que, num primeiro momento, tentou viabilizar como rodoviária, tentou arrumar um parceiro para desenvolver algum empreendimento aqui no local. Águas passadas, a gente tem que olhar para frente e hoje é o dia D, dia da decisão, e estamos determinados a mudar essa realidade", declarou.