Polícia Militar contém 'pancadão' com bombas de gás lacrimogêneo em Bertioga

marina
Publicado em 09/01/2018, às 14h38 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h20

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Ação na orla da praia fez parte de uma força-tarefa para coibir o som alto

Uma noite na praia com os amigos se transformou em desespero para uma jovem de 22 anos. Na madrugada de domingo, 7, por volta das 2 horas, cerca de 200 pessoas foram abordadas com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha na orla da praia, próximo à Praça de Esportes Radicais João Carlos Ferreira Mathias dos Santos (pista de skate).

Segundo a jovem, que preferiu não ser identificada, seus amigos estavam bebendo e tocando violão quando os policiais chegaram, jogaram bombas e tiros de borracha. "Não estávamos fazendo nada demais, fomos surpreendidos e não teve jeito, todo mundo correu. Eles atiraram bombas até em quem estava sentado em cadeiras ou cangas na areia da praia", declarou. "Depois voltamos ao local, mas não tinha mais nada nem ninguém, acabou com a nossa noite".

Na noite em questão, um evento denominado Baile do 27 havia sido marcado pelo Facebook, no qual 768 pessoas marcaram presença e mais de mil pessoas se mostraram interessadas. Segundo testemunhas, as viaturas da Guarda Civil Municipal (GCM), da Polícia Militar e guinchos estiveram posicionadas próximo ao local do evento durante toda a noite de sábado, mas o confronto só foi iniciado às 2 horas de domingo, com a chegada da tropa de choque.



Segundo relatos, a tropa de choque iniciou um confronto com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha quando o público começou a aumentar. "Aí foi uma gritaria, todo mundo correndo, até que a praia ficou vazia", disse um internauta que não quis se identificar.

A ação integrou uma operação da prefeitura e Polícia Militar durante a noite de sábado, 6, e a madrugada de domingo, 7, com o intuito de coibir os chamados 'pancadões', ou seja, festas a céu aberto com música alta oriunda de veículos e outros aparelhos. O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Taciano Goulart, explica: “Através das denúncias, planejamos ações de fiscalização em conjunto com a Polícia Militar, tão importante para a ordem e segurança da nossa cidade”.

Mesmo com os relatos de que não havia carros com som alto na orla, a prefeitura informou que, durante a operação, foram realizadas 30 autuações entre som alto, falta de cinto de segurança, e ainda, duas caixas de som, duas motos e quatro carros foram recolhidos. A ação aconteceu das 21 horas às 4h30 e envolveu também as diretorias de Trânsito e Transporte e a de Operações Ambientais (DOA). A prefeitura afirmou que a intensidade do som é medida por meio de decibelímetro, cujo permitido é após as 22 horas, é 50 decibéis e, após a meia-noite, 45 decibéis. O Código Brasileiro de Trânsito, por meio da Lei nº 653/00, é que regulamenta essa prática.



Foto: Theuss Watterson via Facebook